Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
Não é de hoje que quando uma pessoa sente-se com mal-estar, toma um remédio com o intuito de encobrir os sintomas que vem sentindo. Geralmente isso dá certo, porém o indivíduo está assumindo alguns riscos para sua saúde. E infelizmente o mercado da indústria farmacêutica induz, por meio de propagandas que os medicamentos são soluções rápidas e efetivas, fazendo com que as pessoas tenham facilidade para comprá-los.
Isto tem alguns riscos que podem acarretar em problemas maiores futuramente, pois quando este movimento é feito sem o aval e o reconhecimento de um profissional da saúde o indivíduo pode estar ingerindo algo que pode causar à ele alergias ou intoxicações. Ou modificar a resistência dos organismos causadores da enfermidade, agravando os sintomas e podendo levar a morte.
Não a lei brasileira como a lei mundial tem se descuidado com esse problema, mesmo que cerca de 28% de internações pro intoxicação, segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINTOX) e 10% de todas as intoxicações globais são por conta de automedicações, como diz a OMS. Contudo isso pode ter uma explicação, já que 42% dos lucros das indústrias farmacêuticas vem da venda de remédios sem prescrições médicas, segundo pesquisas da ICTQ.
Portanto é de extrema necessidade que as grandes entidades da saúde mundial, como a OMS, estejam trabalhando para que toda a população sejam medicadas apenas por profissionais e com mais responsabilidade. Por meio de campanhas e propagandas que mostrem o quão ruim é o hábito de se automedicar sem prescrição médica.