Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/08/2020
Conforme identificado pelo site G1, o Brasil é o campeão mundial no uso de fármacos sem prescrição médica, sendo uma prática comum a, praticamente, 90% da população. No entanto, a automedicação é prejudicial ao indivíduo e à sociedade, na medida que pode levar a intoxicação ou até mesmo a morte do usuário. Além disso, esse uso exagerado oferece uma seleção de bactérias ainda mais resistentes. Sendo assim, a falta d acesso informacional e o interesse capitalista das empresas farmacêuticas são causas que devem ser discutidas.
De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sintox), os remédios são responsáveis por 28% de todas as notificações de intoxicação. Em boa parte dos casos, a indicação vem de familiares ou amigos que tiveram quadros clínicos parecidos. No entanto, poucos sabem que isso pode prejudicar em vez de ajudar, sendo capaz de ocasionar vários problemas de saúde, como reações alérgicas, úlceras, acidentes vasculares cerebrais e aumento das dificuldades para combater doenças já instaladas.
Em segundo plano, podemos destacar que, em tempos de modernidade liquida como descrita por Zygmount Bauman, a facilidade em adquirir diversas drogas influencia no autodiagnostico impreciso. Portanto, vale ressaltar que, mesmo tendo uma lei que proíbe fornecer remédios sem receita médica, há displicência por partes de vários farmacêuticos que visam ao lucro e não ao bem-estar do cliente. Nesse sentido, é evidente que o inconsciente busca a resposta mais rápida sempre.
Portanto, evidentemente, a automedicação é uma questão de saúde pública e, apesar de não haver soluções imediatas para resolver esse problema, providências precisam ser realizadas. Desse modo, cabe ao Governo, junto com o Ministério da saúde, atuar no combate desse hábito, por intermédio de campanhas que possam explicar a população que remédios devem ser utilizados somente com indicação medicinal. Além disso, é necessário que o Poder público invista em fiscalizações minuciosas em centros farmacêuticos sobre a indicação de medicamentos para cidadãos que procuram facilidade para curar mal-estares. feito isso, será possível alcançar uma sociedade mais consciente em relação a medicamentos.