Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

Um hábito das pessoas hoje em dia é consumir  certos medicamentos sem acompanhamento médico, que, por consequência, acaba colocando a própria vida em risco, assim denominado como automedicação. Dentre vários fatores que contribuem para essa prática destacam-se, a incomplexibilidade de acesso aos medicamentos e a inaptidão no atendimento hospitalar.

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman frisa quanto aos perigos que a rede proporciona dentro das relações humanas, além disso, se vê nela a gravidade da oferta de produtos medicamentosos sem prescrição médica em lojas on-line. Pelo fato dos jovens possuírem mais acesso a internet eles são alvos diariamente de propagandas enganosas a respeito de medicamentos para emagrecer, hormônios, e que acabam comprando com muita facilidade. Desse modo, fica evidente o grau de liberdade que a rede oferece aos consumidores para adquirir qualquer produto sem restrição.       Não é de hoje que o cidadão brasileiro enfrenta problemas no atendimento hospitalar. Impasses como a falta de médicos e filas enormes conjuntamente com a lentidão são fatores que contribui significativamente para que os pacientes deixem de fazer tratamento no hospital e partem para a autoreceitação. Dessa maneira, é incontestável a atitude dos doentes, que, na busca do alívio rápido dos sintomas acabam tomando essa atitude perante a negligência dos hospitais.

Diante disso, a necessidade que o governo tem que criar leis e órgãos fiscais a fim de proibir a venda de qualquer tipo de remédio sem prescrição médica seja pela internet ou pelos comércios farmacêuticos. Além disso, os hospitais devem  o processo de atendimento através da obtenção de mais profissionais e aparelhagem. Destarte, será possível reduzir as estatísticas de pacientes que praticam a automedicação e consequentemente os problemas relacionados à saúde da população serão menores.