Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 17/08/2020

Se automedicar é um ato comprometedor, pois a mesma não terá total certeza do que tem, também como qual será o efeito colateral do remédio. Medicamentos analgésicos estão no topo da lista dos mais requisitados em drogarias, um exemplo destes medicamentos utilizados indiscriminadamente pela população brasileira é o Paracetamol. É um  papel do farmacêutico e dos profissionais da saúde orientar seus pacientes sobre os perigos desta prática, principalmente aqueles pacientes que estão em grupos de risco como os idosos que geralmente consomem vários medicamentos que podem ter interações medicamentosas de altos riscos entre si e gestantes pelos riscos associados a má formação do feto e outras complicações.

É bastante comum ter em casa um estoque de comprimidos e pílulas para amenizar as dores mais diversas. Porém, o alívio dos sintomas após a automedicação nem sempre significa que houve um tratamento adequado. E muito menos que o problema foi resolvido, pois a prática pode estar mascarando problemas mais sérios. O Brasil é recordista mundial em automedicação. De acordo com pesquisa de 2016 feita pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 72% dos brasileiros se medicam por conta própria. Além do uso inadequado, muitos têm o hábito de aumentar as dosagens para obter alívio mais acelerado. Outro dado relevante mostra que 40% da população faz o autodiagnóstico por meio da internet.

Alguns tipos de medicamentos, mais especificamente os não tarjados, não exigem a prescrição médica, sendo comercializados livremente. Esses remédios são caracterizados pela baixa toxicidade. Não é somente o fato de tomar o remédio sem recomendação médica que pode trazer riscos à saúde. Doses em excesso, administração inadequada e uso para fins não indicados também trazem consequências perigosas. O principal problema está no fato da automedicação contribuir para a dificuldade e atraso no diagnóstico de determinadas doenças, agravando o problema.

O uso indevido de medicamentos, até mesmo os de venda livre, pode trazer consequências ao organismo. Por isso, consultar um profissional de saúde e ler a bula é sempre a melhor opção em qualquer sinal de problema, pode-se também promover a venda fracionada. Isso favoreceria o acesso aos remédios, aumentaria as chances de adesão ao tratamento e, ainda mais importante, evitaria o desperdício. Atualmente tal proposta está em análise no senado, por meio do projeto de lei nº 98/2017.