Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/08/2020

Drogaria não é supermercado. Contrariando a mídia, ao sentir algum sintoma procure um médico, e não somente leia a bula dos medicamentos. Diminuindo, assim, os riscos que a automedicação ocasionam. Assim, é válido ressaltar tanto os aspectos culturais quanto legais referentes a isso.

É irrefutável que a mídia é muito persuasiva dentro da cultura brasileira, com relação a utilização de fármacos por conta própria ela não seria diferente. O recomendado por esta é, use, caso os sintomas persistem procure um médico. Nesse contexto, pessoas de todas as idades vem sendo tratadas com remédios que às são recomendadas por terceiros, porquê os fez bem. Casos como esses podem levar a graves intoxicações ou alergias.

Além disso, é notório que a questão constitucional também esteja entre as causas dos problemas. A lei exige que somente os antibióticos e os medicamentos de uso psiquiátricos sejam vendidos com receita médica. Com isso, os demais estão a livre acesso da população. De acordo com o médico e físico Paracelso, a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem. As sequelas, desse modo, são o resultado do uso indiscriminado e sem auxílio médico, uma vez que assim o indivíduo age contra a própria vida. Fato esse que se comprova com a morte de vinte mil brasileiros por ano vítimas da automedicação, segundo a Associação Brasileira das Industrias Farmaceuticas (ABIFARMA).

Portanto, torna-se evidente, que a automedicação culturalizada no Brasil deve perder seu status de trivial. Desse modo, a mídia deverá ao invés de incentivar o consumo exacerbado, expor através de seu próprio meio, promover campanhas de conscientização orientando os cidadãos a procurarem um médico antes de se medicarem. O ministério da saúde, por sua vez, deve abranger a lei atual, trazendo para ela todos os fármacos presentes nas drogarias. Para que assim, somente possam serem vendidos com prescrição médica.