Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 14/08/2020
É fato que a tecnologia revolucionou a vida nas mais variadas esferas, a exemplo da saúde, do transporte e da fácil expansão de notícias nos meios sociais. Nesse âmbito, o uso da internet possibilitou a utilização inapropriada de medicamentos que possivelmente irão atuar de forma negativa na vida dos indivíduos. Diante disso, indubitavelmente, tal conjuntura advém da dificuldade de acesso de serviços públicos de saúde e também da ausência de conhecimentos sobre os malefícios decorrentes da ingestão de determinados medicamentos sem a prescrição médica.
Vale ressaltar, a princípio, que todos os fármacos possuem riscos, caso sejam utilizados de forma indevida. Entre os mais comuns, pode-se destacar dependência e a combinação inadequada, que pode anular ou potencializar o efeito de determinadas substâncias. Outrossim, em casos mais graves, a prática de usar remédios sem acompanhamento médico pode resultar em mortes. Conforme um estudo realizado pela Abifarma ( Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas), no ano de 2006, cerca de 20 mil brasileiros morrem anualmente, devido a esse costume. Nessa perspectiva, é necessário conscientizar a população sobre os perigos dessa prática.
Ademais, a precariedade de atendimento do setor farmacêutico como fator que corrobora para a existência do problema. Segundo o acessor da diretoria do Conselho Federal, Tarcísio Palhano, a automedicação é um problema cultural ligado intrinsecamente com a escassez de serviços públicos de saúde. Em meio a isso, é pertinente citar que a disponibilidade de recursos farmacêuticos, devido a falta de alternativa para melhoria de dores, envolve a orientação de funcionários relacionados com base lucro de seus padrões. Dessa forma, é possível identificar o caráter precário ligado com aspectos econômicos.
Conforme o analisado, é inegável que ações devem ser realizadas para combater a automedicação. Para isso, é imperiosa uma ação do Governo Federal, com instituição regulamentadora da internet e propaganda, investir com prioridade na divulgação de noticiários que orientem os cidadãos sobre as consequências para saúde sobre o uso irracional de medicamentos. Além disso, é necessário que o Poder Público invista em fiscalizações minuciosas em centros farmacêuticos sobre a indicação de medicamentos para os cidadãos que visem unicamente a venda da mercadoria anunciada.