Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 17/08/2020
Torna-se evidente que, o número de pessoas que se automedicam vem crescendo gradativamente nos últimos anos.Entretanto, observa-se que esse fato ocorre em virtude da facilidade de se automedicar, por conta da venda livre de medicamentos sem a prescrição médica. Diante dessa perspectiva, cabe avaliarmos fatores que favorecem esse quadro, para solucionar essa problemática.
A princípio, é possível perceber que essa circunstância deve-se a construção social que se converteu em prática cultural. Isso se deve ao fato de que, a automedicação é um reflexo da precariedade do sistema público de saúde em alguns países. Prova disso, é, infelizmente, no Brasil segundo a OMS, existem cerca de 17 médicos para 10.000 habitantes. Dessa forma, é evidente que pessoas acabam encontrando na automedicação a única alternativa possível de se curar ou melhorar.
Outrossim, vale ressaltar que todo remédio possui efeitos colaterais, e quando ingeridos de forma incorreta, podem causar malefícios ao organismo como: intoxicação, reação alérgica, pode acarretar o agravamento de alguma doença, etc. Bom exemplo disso é o índice indicado pela OMS, que 35% dos medicamentos adquiridos são comprados por automedicação. Em vista disso, nota-se que esses fatores tornaram-se o uso indiscriminado de medicamentos um dos principais problemas de saúde.
Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, que o Governo amplie o acesso à saúde pública, por meio de contrição de mais unidades básicas da saúde. Além disso, é preciso promover palestras sobre as consequências da automedicação com o intuito de conscientizar a população. Ademais, o poder legislativo deve propor leis que proíbe a venda de medicamentos não prescritos por um médico, a fim de diminuir o número de pessoas que praticam esse ato. Com essas medidas, talvez a sociedade supere a automedicação.