Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/08/2020

Durante a Segunda Guerra Mundial, houve a criação de mais meios terapêuticos, com o desenvolvimento de remédios e cirurgias que aumentaram a expectativa de vida humana. Todavia, apesar dessa evolução do século XX representar um marco medicinal, percebe-se que o uso de medicamentos sem orientação médica deturpa o caráter benéfico de produtos. Desse modo, convém compreender como o sucateamento do serviço de saúde promove a problemática, bem como os impactos relacionados a ele.

Em primeiro plano, nota-se que a precariedade nos serviços de saúde liga-se diretamente à problemática. Diante disso, a Carta Magna de 1988 determina que o Estado deve garantir o acesso eficaz à saúde quanto ao combate as enfermidades. Entretanto, vê-se uma ineficácia governamental no que tange ao cumprimento dessa norma, como por exemplo, a baixa quantidade de funcionários e  a lentidão no atendimento, o que fomenta o uso de medicamentos por conta própria por grande parcela dos brasileiros. Dessarte, é intolerável que em um país comprometido com a saúde pública, essa inoperância estatal ocorra

Ademais, é indubitável que a automedicação causa sérios efeitos à saúde. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS) mais de 10% das internações advém do uso errôneo de remédios. Esse panorama evidencia quanto a ingestão de produtos terapêuticos e curativos sem prescrição profissional pode ser preocupante, visto não só pelo risco de intoxicações, como por exemplo no paracetamol, que em excesso causa lesões no fígado, como também a seleção de bactérias resistentes devido ao uso indiscriminado de antibióticos. Desse modo, esse prejuízos demonstram a urgência em reverter esse fato que agrava ainda mais o quadro clínico.

Infere-se, portanto, a necessidade de ações que combatam o impasse brasileiro. Sob essa ótica, o Ministério da Saúde deve melhorar os serviços em hospitais e postos de atendimento, por meio da contratação de mais funcionários com a implementação de tecnologias que aumentem a rapidez do atendimento, a fim de que diminua o incentivo à automedicação. Outrossim, é mister que a mídia elucide a população acerca dos riscos da medicação autônoma, mediante publicidades com artistas e médicos que relatem os malefícios da prática para a saúde. Para que, assim, automedicação deixe de ser recorrente no Brasil.