Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 17/08/2020

Observando o cenário atual no contexto da pandemia, a ingestão de medicamentos sem prescrição medica, que já possuía alterado grau de ocorrência tem aumentado exponencialmente. Dessa forma, deve-se analisar com precisão as diversas nuances da pratica, como o seu pretexto e estatísticas do uso inadequado descomunal acarretados em virtude da epidemia atual em detrimento das regulamentações criadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Primeiramente, é importante pontuar que a automedicação, que já é vista como algo natural tem crescido gradativamente graças ao medo populacional em relação ao corona vírus. O qual ao invés de causar maior proteção, pode colocar em risco a saúde do individuo que opta pela ingestão inoportuna. Pois em diversas ocasiões, nem mesmo se sabe a composição do remédio que possui e suas consequências. Fazendo o usuário sofrer com a conduta química inapropriada para a sua condição.

De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINTOX), em 2003, os medicamentos foram responsáveis por 28% de todas as notificações de intoxicação. A OMS também adverte que em todo mundo, 50% dos pacientes tomam medicamentos de forma incorreta. Esta utilização inadequada pode acarretar o agravamento de uma doença, alem de facilitar o aumento da resistência de micro-organismos, o que pode comprometer a eficácia de diversos tratamentos.

Levando em consideração as informações apresentadas, é preciso alarmar e pressionar o Ministério da Saúde para colocar em prática as ações do Comitê Nacional para Promoção do Uso Racional de Medicamentos (URM) para que este elabore propagandas e projetos de caráter informacional e consciente de automedicação, assim como a  volta da serie de projetos da Anvisa que ocorreu em 2008 com a Educanvisa, que lançou jogos educativos com a contemplação de orientações sobre o consumo responsável de remédios, alem de divulgações distintas pela mídia.