Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 17/08/2020
É notório que a automedicação tem sido questionado hodiernamente, em razão da dimensão dos resultados nocivos a saúde. No poema modernista de Manuel Bandeira “Pneumotórax”, alusona de forma trágica e cômica a morte que se aproximo de um sujeito com tuberculose, uma vez que não existia medicação na época para o tratamento. Embora, o poema ressaltar a falta de meios medicinais, após os anos 20, com a descoberta da penicilina o tratamento de bacterioses foram satisfatórios pela larga escala do uso do então descoberto antibiótico, tardiamente dando primícias para as superbactérias devido ao uso incorreto e intensificado do probiótico. Atualmente, o aparecimento das superbactérias volta a ameaçar à saúde publica, entre as possíveis causas para essa preocupante situação está o abuso da automedicação.
Em primeira análise, é importante aludir que conforme o Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 9 a cada 10 jovens se automedicam, tendo um montante de 72% dos brasileiros que usam remédios por conta próprio. Destaca-se, portanto, que a automedicação em uma era globalizada é em virtude de uma cultura, na qual medicamentos são comprados por indicações dos meios televisivos, por familiares e amigos. Além disso, outra condição para a automedicação é a busca alienada no “GOOGLE” por bulas dos fármacos, sintomas e até mesmo nomes de remédios. Por conseguinte a isso, em 2010 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), modificou algumas regras para a venda de antibióticos, a partir de então, passou a ser vendidos com retenção de receitas.
Dessarte, a obre “Modernidade Líquida” do sociólogo Zygmunt Bauman, faz referência a automedicação, visto que é ocasionada pelo o imediatismo cotidiano. Entretanto, a teoria de Bauman adéqua-se a realidade de diversos estudantes, posto que buscam na automedicação um aumento da concentração para os estudos, principalmente em tempo de vestibular, as famosas “Smart Drugs”, nootrópicos conhecidos como Ritalina, Piracetam e Adderall. Em suma, o uso das Smart Drugs sem prescrição médica, gera uma reação conceito presente na 3ª Lei do cientista Isaac Newton, “Toda ação corresponde a uma reação de igual intensidade que atua no sentido oposto”.
Torna-se evidente, portanto, que ações são necessárias para a mitigação da problemática abordada. É de obrigação do Ministério da Saúde (MS) coadjuvante com a ANVISA, proibir a venda de todos os medicamentos nocivos à saúde sem receitas médicas, para que a população crie o hábito de buscar opiniões médicas antes de comprar e ingerir fármacos, amenizando com isso a automedicação. Outra medida a ser fomentada, é de cunho do MS junto aos meios midiáticos, usando uma linguagem conotativa das propagandas impactantes, esclarecendo os riscos e prejuízos da automedicação.