Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 17/08/2020

Na contemporaneidade, o impacto dos riscos da automedicação perante a saúde da população vem a ser um assunto de recorrente discussão no Brasil. O avanço da tecnologia alavancou diversas áreas e pesquisas, dentre elas o ramo da ciência e o fácil acesso a divulgação de informações e aplicações relacionadas a ela, cujas podem causar danos a saúde de um indivíduo se não executadas corretamente ou nas mãos de um profissional.

Em primeira análise, ao vistoriar o atual contexto histórico do Brasil, nota-se que em pleno século XXI, o próprio presidente da república ignora os riscos da automedicação. Com a nova Covid-19, vírus contagioso tendo seu auge em dezembro de 2019, cientistas de todo o mundo seguem em busca de uma vacina para a cura dessa doença. Em meio as pesquisas, a Cloroquina foi citada como possível medicamento para alívio do Coronavírus, logo depois descartada pela OMS por seus graves efeitos colaterais e baixa eficácia contra o vírus.

No entanto, o presidente aderiu a esse medicamento para distribuir pelo estados brasileiros, afirmando ser adequada para tal tratamento por ter obtido sucesso em alguns casos, mesmo muitas das vezes resultado do efeito placebo. Contudo, em virtude de propiciar aparições de melhora somente em alguns casos, não porta-se as condições gerais, pois cada ser humano possui um código genético diferencial com reações diferentes a cada remédio, podendo levar pacientes a perecer diante a forma que proceder.

Convém ainda mencionar, que não convém negligenciar a automedicação por pessoas que extrapolam a prática. Tal ocorrência evita variadas vezes o uso excessivo ou desnecessário em UTIs, pois nem sempre trata-se de casos graves, e podem ser solucionados em domicílio. Não obstante, há ainda aqueles que não possuem verba o suficiente para pagar uma consulta médica, restando apenas o SUS, mas que infelizmente não possui agilidade e eficácia no processo.

Portanto, percebe-se que medidas urgentes precisam ser realizadas, tomando de início o Sistema Único de Saúde tendo em vista aprimorar o seu sistema, a fim de que fique ainda mais acessível e ágil aqueles que precisam, pois “a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”, Oscar Wilde. Acionando assim também um limite aos líderes nacionais que não possuam formação no ramo da saúde e queiram prescrever medicamentos e receituários que possam causar risco a população, propiciando a tarefa e avaliações a alguém responsável e capacitado para tal assunto, tendo sempre uma fiscalização adequada para fins de que tudo esteja na lei e pondo a eficacia em prática.