Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 17/08/2020

O comercio de medicamentos sem a prescrição médica é recorrente no Brasil, portanto a automedicação é prejudicial ao indivíduo, na medida em que o uso de remédios de maneira incorreta ou irracional pode trazer, ainda, consequências como: reações alérgicas, dependências e até a morte e, também, propicia a seleção natural de bactérias mais resistentes. Diante disso faz-se necessário uma análise acerca do tema para solucionar esses problemas.

Vale ressaltar, a princípio, que na série de televisão norte-americana “Dr. House”, o protagonista é viciado em medicamentos que diminuem sua dor muscular. Portanto fica evidente a dependência gerada pela ingestão de medicamentos de forma errada, sendo assim, a automedicação é vista como uma solução para o alívio imediato de certos sintomas, sendo um exemplo do uso inadequado de remédios.

Outrossim, com a descoberta da penicilina por Alexander Fleming, a comunidade leiga passou a enxergá-la como tratamento universal. Dessa forma, as bactérias que são resistentes a essa droga são selecionadas e passam a ser maioria no meio com isso, surgem “superbactérias”, como a Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), que tem alto poder de infecção e são resistentes ao uso de antibióticos convencionais.

Logo, embora haja regulamentação quanto ao acesso a certos medicamentos, a fiscalização existente não é suficiente para impedir que a lei seja burlada. Entretanto, caberia ao Ministério da Saúde a criação de mecanismos de fiscalização das vendas em farmácias que sejam mais eficazes, a fim de garantir que as normas sejam cumpridas. Caberia, também, o investimento em campanhas veiculadas na televisão e na Internet com informações sobre as consequências da automedicação. Dessa forma, a sociedade estaria mais bem assegurada em qualidade de saúde pública.