Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 17/08/2020

Na mitologia grega, Hígeia era a deusa da saúde, uma das três filhas de Esculápio, o deus grego da medicina. No entanto, atualmente, encontra-se uma sociedade imediatista, da qual a vida não pode parar, em que dores e desconfortos são sinônimo para a prática da automedicação. Entretanto, é perceptível que o Brasil ainda não avançou na resolução dessa problemática que traz consequências inimagináveis.

Em primeiro plano, de acordo com Heron Rached, coordenador do Centro de Cardiologia do Leforte, a automedição oferece vários riscos, entre eles o de adiar o diagnóstico de uma doença, causar alergia, dependência e até a morte, palavras que são confirmadas pelos números presente no site do Globo.com, que divulgou em 2019 dados levantados pelo Ministério da Saúde de que mais de 60 mil pessoas deram entrada em hospitais por automedicação nos últimos 5 anos. Essas circunstâncias se explicam pela desinformação e pela falta de conscientização do corpo social como um todo, resultando em mais óbitos pelo efeito da prática.

Outrossim, os medicamentos ocupam um papel importante nos sistemas sanitários, pois salvam vidas e causa higidez, a utilização de fármacos é a forma mais comum de tratamento na comunidade. Porém a estrutura precária do sistema de saúde e marketing farmacêutico pressiona a sociedade cada vez mais a consumir remédios sem a prescrição de um profissional, fazendo assim com que seja necessário a intervenção do governo.

Mediante aos fatos expostos, foca claro a falta de informação da sociedade sobre os malefícios da automedição. Portanto, urge, que o próprio Governo direcione capital, que por meio do Ministério da Educação juntamente com o Ministério da saúde, revistem o dinheiro em ações educativas, em escola, faculdades, hospitais e até mesmo em praças públicas, que serão ministradas por agentes da saúde capacitados, com o objetivo de sanar as dúvidas a respeito do tema, e diminuir a falta de informação, além de incentivar a procurar médicos quando houver dores ou desconfortos. Paralelamente, os veículos de comunicação também devem ajudar, levando as campanhas educativas ao maior número de indivíduos possível, mostrando os efeitos colaterais da prática de se auto medicar, com o propósito de desestimular tal ato. Dessa maneira, os medicamentos passaram a ser usados com responsabilidade.