Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 18/08/2020
Com a facilitação do acesso a medicamentos, tais como analgésicos e até mesmo anticoncepcionais, diversos cidadãos resolvem os próprios problemas de saúde em sua própria casa, medicar-se tornou-se cada vez mais fácil.
Inúmeros idosos vem se automedicando ao longo dos anos, de acordo com que suas necessidades do momento indicam, porém, tudo isso pode acarretar em danos a longo prazo e até mesmo a morte. No livro “Remédio Amargo”, cuja história principal gira em torno de uma jovem da qual descobre o quão enigmáticos podem ser os bastidores da indústria farmacêutica, no fim do livro é revelado que o medicamento que a personagem vendeu em massa, tinha grandes efeitos colaterais dos quais prejudicaram milhares de indivíduos.
Muitos medicamentos, com o acesso extremamente facilitado, e vendidos sem prescrição médica, sendo puro descaso com a saúde pública, como exemplo, mulheres trans e travestis, das quais realizam a transição de gênero por conta própria, ingerindo medicações das quais, por muitas vezes, não são sadias e adequadas para um processo tão delicado, do qual exige acompanhamento médico intenso. A facilitação do acesso de tais drogas, gera milhares de casos, onde o uso indevido, sem a mínima advertência médica de como consumir corretamente tais medicamentos, causa a morte, como afirma a ABF (Associação Brasileira de Farmacêuticos).
Diante tantos casos, cabe o Ministério da Saúde, disponibilizar médicos clínicos gerais em farmácias, a fim de gerar um diagnóstico mais preciso em uma consulta de tempo reduzido, dando receitas de fármacos mais próximos das necessidades de cada paciente sem gerar automedicação.