Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 20/08/2020

Há registros da medicina por toda história da humanidade, como no Egito em que a mumificação proporcionou avanços no estudo da anatomia humana, por volta de 2000 a.C. Hodiernamente, os avanços na área da saúde propiciaram um aumento na expectativa de vida pelo uso de remédios e tratamentos avançados. Contudo, a automedicação compromete a saúde do indivíduo devido ao desconhecimento das contraindicações e da periodicidade necessária do medicamento para obter o resultado esperado

Nessa perspectiva, sabe-se que algumas doenças, como diabetes e hipertensão, não permitem o resultado pleno dos fármacos tornando necessário o estabelecimento de contraindicações para determinadas circunstâncias. Nessa contexto, a medicação sem prescrição profissional é um risco para a saúde do indivíduo que desconhece as restrições do produto, pois o ouso pode agravar os sintomas ou mascarar outras doenças. Tangente ao exposto, uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia mostrou, durante a divulgação de um remédio falso,  que 99% das pessoas que adquiriram o produto não questionaram as restrições. Evidencia-se, assim, o montante de pessoas desprovidas da noção do perigo dos fármacos.

Ademais, é sabido que a utilização de um medicamento acompanha um cuidado com a frequência e com o intervalo das doses. Entretanto, na ausência de suporte médico, um indivíduo pode utilizar erroneamente a droga e piorar consideravelmente a situação, podendo criar bactérias super resistentes, no caso do antibiótico, ou entrar em conflito com medicamentos preexistentes no corpo. Explica-se, portanto, os resultados do relatório da Organização Mundial da Saúde no qual diz que a humanidade vive a era pós-antibiótico, em que as pessoas estão morrendo de infecções simples que eram tratáveis há décadas.

Infere-se, portanto, que a automedicação é um perigo à vida das pessoas uma vez que o uso indevido e a desinformação a respeito da utilização agrava a situação. Visando alterar essa problemática, cabe ao Ministério da Saúde, com o apoio da mídia, criar um programa de conscientização da população sobre os perigos da automedicação por meio da divulgação das contraindicações e dos efeitos do uso incorreto, o movimento será divulgado nas maiores redes sociais e, respeitando a privacidade, será direcionado às pessoas que mais pesquisam sobre medicamentos “milagrosos” na Internet. Dessa forma, a população, agora informada, terá uma consciência maior dos perigos da automedicação e a adesão à essa prática será reduzida.