Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/09/2020
Desde a antiguidade até hoje, se faz presente na sociedade um hábito em comum: a automedicação. Esse hábito é praticado até entre os indígenas. Por eles conviverem com diversos tipos de plantas que consideram medicinais, acabam utilizando para tratar várias complicações de saúde. Nas cidades esse hábito também é realizado com os medicamentos industrializados. Entretanto, de acordo com o Ministério da Saúde, muitas vezes a automedicação não é eficaz e acaba levando à morte do paciente, por causa dos efeitos colaterais do remédio. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da falta de conhecimento e do imediatismo no tratamento.
Convém ressaltar, a princípio, que o desconhecimento acerca dos efeitos colaterais e das complicações que um medicamento pode ter, é um fator determinante para a persistência do problema. Sob esse viés, de acordo com a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas, a automedicação é responsável por milhares de óbitos anuais. Isso se deve ao fato de que todo medicamento tem contraindicações e deve ser, obrigatoriamente, receitado por um profissional da área da saúde. Ademais, se as pessoas soubessem desse risco, a automedicação iria diminuir.
Além do mais, ressalta-se que o imediatismo na solução dos problemas de saúde, também se configura como um entrave no que tange a redução da automedicação. Nesse sentido, muitas pessoas que sentem complicações leves – como uma dor de cabeça ou no estômago – acabam por se automedicarem, a fim de evitarem a demora do atendimento no SUS. Por um lado, isso é bom pois evita que o sistema de saúde fique lotado, porém, pode se tornar um problema se isso virar um hábito, pois o uso inadequado de medicamentos pode mascarar alguns sintomas de uma doença mais grave, atrasando o diagnóstico e comprometendo o tratamento.
Portanto, o Ministério da Saúde deve produzir e divulgar nas mídias de grande impacto – como Globo, Record e SBT – propagandas que visem informar a população sobre os perigos da automedicação. Isso pode ser feito mostrando as estatísticas dos óbitos por esse hábito, a fim de que a população se conscientize e reduza esse problema. Ademais, o Ministério da Saúde também deve melhorar o atendimento no SUS, isso pode ser feito contratando mais médicos, reformando e construindo mais hospitais e postos de saúde, a fim de que a demora no atendimento diminua e possa atender mais pessoas.