Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 21/08/2020
A medicina avançou e contribuiu para a cura e tratamento de várias doenças. Isso chegou a população principalmente por meio das farmácias. Tais drogarias facilitaram a distribuição de remédios ao redor do globo. Todavia, essas entidades abrem uma brecha para uma prática perigosa: a automedicação. Essa acarreta vários problemas na sociedade, como a dependência desses medicamentos e a seleção dos antígenos mais resistentes.
Primeiramente, vale ressaltar que remédios, antes de tudo, embora lícitos, são drogas. Assim, as medicações inadequadas e persistentes podem causar dependência química. Nesse sentido, com o vício gerado, os indivíduos que praticam esse mau comportamento possuem consequências impactantes em suas vidas. Logo, pelo acesso facilitado a essas pílulas, é comum os casos de mortes causadas por overdoses desse tipo. De fato, segundo a OMS, cerca de 70 mil pessoas por ano morrem por excesso de dosagem de fármacos no mundo todo. Nota-se que essa situação é mais comum do que se imagina e que é agravada pelo mau uso e má distribuição de entorpecentes. Então, é necessário fazer algo para mudar essa cena.
Por outro lado, é importante destacar a biologia encaixada nesse processo. Certa vez, Charles Darwin formatou a hipótese da seleção natural, o que se tornou lei científica tempo depois. Tal lei é perfeitamente aplicável no uso exagerado de antibióticos. Ao tomá-los sem nenhum cuidado, as pessoas favorecem os agentes etiológicos mais fortes, eliminando apenas os mais fracos. Isso faz com que enfermidades simples se tornem graves, o que causa mais sofrimento no organismo por um tempo maior. Portanto, é notório que antibioticoterapia feita de forma errônea pode causar a morte de sujeitos despreparados para a realidade medicinal.
Inquestionavelmente, a OMS, principal órgão de saúde do planeta, necessita agir para impedir mais esse tipo de erro. Dessa maneira, ela deve agir com os ministérios da saúde de cada país para organizar palestras e propagandas que irão discorrer sobre o uso correto dos fármacos. Essas reuniões seriam abertas para qualquer um que estaria interessado e queira tirar suas dúvidas. Dessa forma, com informação e entendimento, a queda de acidentes dessa natureza seria real.