Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 26/08/2020
A agenda da ONU de 2030 é um plano de ação global composto por 17 objetivos que visam a melhoria na qualidade de vida, e uma de suas metas é a garantia da saúde e do bem-estar populacional. Porém, o propósito torna-se inalcançável quando o assunto discutido é sobre a automedicação no século XXI. Nesse sentido, o problema deriva da crise do Sistema Único de Saúde (SUS) e gera consequências à saúde do indivíduo pelo seu uso inadequado.
É fulcral pontuar, primordialmente, que a automedicação origina-se da ineficiência do SUS em atender a população. Nesse sentido, de acordo com a Agência Nacional de Saúde, em média 70% da sociedade brasileira depende do sistema público de saúde. Naturalmente, essa extrema sujeição não é suprida pelo Governo, uma vez que o tempo de atendimento é altíssimo e a qualidade é precária. Por conseguinte, grande parte da população deixa de consultar um médico e recorre a prática da automedicação, influenciada subjetivamente por um governo obsoleto.
Além disso, como consequência de tal temática, implica-se o risco à saúde do cidadão. Nessa perspectiva, segundo a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas, a automedicação ocasiona cerca de 20 mil mortes anuais no Brasil. Evidentemente, o problema decorre da falta de conhecimento sobre os impactos causados pelos remédios utilizados sem recomendações médicas, e também do uso inadequado e exagerado de fármacos automedicáveis.
Portanto, é mister que o Estado tome providências a fim de melhorar o quadro atual. Nessa ótica, para que o problema da automedicação seja amenizado, faz-se necessário que o Estado, por meio do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Propaganda, crie propostas que visem combater a crise do SUS e a falta de conhecimento quanto ao tema pautado acima, mediante o aumento de verbas destinadas a saúde e campanhas de conscientização em massa. Somente assim, poder-se-á aproximar da realidade proposta pela ONU para 2030.