Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 29/08/2020

De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas, mostram que a automedicação causa cerca de 20 mil mortes anualmente no país. Infelizmente, esses números demonstram que o problema da automedicação está presente de forma complexa na realidade brasileira. Dessa forma, a lacuna educacional, bem como a falta de debates sobre o assunto, fazem com que está situação negativa persista.

Em primeiro lugar, é preciso salientar que uma lacuna escolar é uma causa latente do problema. Consoante o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Tristemente, a falta de inclusão do estudo sobre a automedicação nas salas de aula favorece para a persistência do problema, visto que a escola falha no papel de informar e prevenir os males que a medicação sem prescrição médica pode causar aos brasileiros, visto que não tem trazido essa questão para a sala de aula.

Em segundo lugar, outra causa para a configuração do problema é o silenciamento existente na sociedade. Segundo Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Dessa maneira, observa-se a lacuna em torno dos debates sobre os perigos da automedicação entre os brasileiros, favorecendo a falta de informação da população sobre a questão, contribuindo para a permanência do problema na sociedade brasileira.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve criar um programa de alerta contra a automedicação no país, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar que o programa vai acontecer em forma de palestras com especialistas sobre o tema, nas escolas e nas redes sociais do Ministério. Espera-se, com essa ação, que a automedicação seja freada no Brasil.