Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 30/08/2020
O lema “Ordem e Progresso”, inscrito na bandeira do Brasil, denota a ideia de um país em constante evolução, seja no âmbito econômico, seja no social. Contudo, quando analisa-se o ato de automedicar-se, na contemporaneidade brasileira, percebe-se a utopia de tal lema. Isto é, em virtude da falta de conhecimento populacional, a automedicação tornou-se um estorvo. Diante disso, fica evidente a necessidade de atuação do governo para solucionar a problemática.
Em primeiro plano, é preciso atentar para o desconhecimento como um fator determinante da supressão dos benefícios da automedicação. Analogicamente, segundo o médico Anthony Wong tomar remédios sem tarjas nas caixas, por um breve período, ajuda aliviar sintomas para que a adversidade se resolva sozinha. Por conseguinte, depreende-se que a questão não é automedicar-se , e sim, como e quando fazê-lo. Desse modo, se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre automedicação, sua visão será limitada e até errônea, o que dificulta o uso dos remédios corretamente.
Em consequência disso, surge a questão das mortes por automedicamento. Ou seja, a falta de conhecimento contribui para o uso continuo de remédios, logo, esses acabam por mascarar sintomas de doenças mais graves, e, por fim, ocasionam mortes. Comprovadoramente, nessa perspectiva, de acordo com a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), aproximadamente 20 mil mortes anuais no país acontecem devido a automedicação. Dessa forma, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente, diminuiria o número de falecimentos por automedicação.
Portanto para que a automedicação faça parte positivamente da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Sendo assim, é indispensável que o Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, produzam campanhas que alertem a população sobre como e quando automedicar-se, e, também sobre as consequências da irresponsabilidade nessa prática. Ainda, é fundamental que tais campanhas circulem em mídias de grande acesso, como televisão e internet, para que assim atinjam um público maior e tenham efetividade. Dessa maneira, o lema brasileiro “Ordem e Progresso” deichará de ser utopia, e se tornará realidade nacional.