Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 01/09/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos indivíduos o direito a saúde e ao bem estar social. Conquanto, a automedicação demasiada impossibilita que uma parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Portanto, urge a mobilização conjunta do Estado e da sociedade para seu efetivo combate.
Outrossim, a Segunda Guerra Mundial possibilitou o desenvolvimento de diversos medicamentos que se ingeridos de maneira adequada possibilita uma melhoria na qualidade de vida da população. Entretanto, hodiernamente,o uso indiscriminado de fármacos causa uma maior complexidade nos diagnósticos o que acarreta na necessidade de um maior número de exames,equipamentos e profissionais para combater a situação, resultando em um grande custo econômico e na sobrecarga do SUS. Sendo assim, é indubitável a desfasem na politica de saúde brasileira.
Faz-se, mister ainda, salientar que a indiferença populacional mediante ao problema atua como um dos principais fatores para permanência do mesmo. Segundo Zygmunt Bauman, um sociólogo polonês a falta de solidez na relações socais é a característica da “Modernidade Líquida do Século XXl”. Em virtude disso, há essa falta de empatia e carência de adesão popular a causa, corroborando ativamente para estática do impasse.
Infere-se portanto, a existência de entraves que visem a consolidação de um mundo sadio. É imprescindível que o MEC ministre nas escolas e universidades palestras ministradas por profissionais da saúde. Em paralelo, o Ministério da Saúde deve elaborar cartilhas informativas e didáticas que possam ser compreendidas por toda população sobre a gravidade do problema. Ademais, o Governo por meio de órgãos cabíveis devem levar informação a sociedade, mediante as mídias de grande impacto como Rede Globo, Rede Record e SBT, afim de levantar o debate e potencializar a empatia minimizando a problemática, desprendendo o corpo social de certos tabus para que não se viva na alegoria das sombras como na caverna de Platão.