Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 06/09/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos indivíduos o direito a saúde e ao bem estar social. Conquanto, a automedicação demasiada impossibilita que uma parcela da população desfrute desse direito na prática. Portanto, diante da gravidade dessa questão,urge a mobilização conjunta da sociedade e do Estado para seu efetivo combate.
Outrossim, a Segunda Guerra Mundial possibilitou o avanço da medicina através da descoberta de novos medicamentos que, se ingeridos de maneira adequada são benéficos, gerando uma melhoria na qualidade de vida. Entretanto, hodiernamente, a ascensão do uso indiscriminado de fármacos no Brasil, contribui de maneira negativa nos diagnósticos de exames, tornando necessário o uso de mais equipamentos e profissionais, ocasionando um grande ônus financeiro e sobrecarga do Sistema Único de Saúde. Sendo assim, é indubitável a defasagem nas estratégias de combate a automedicação na atualidade brasileira e mundial.
Faz-se mister ainda,salientar que a indiferença populacional mediante ao problema, atua como fator agravante para permanência do mesmo. Segundo Zygmunt Bauman, um sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais é a característica da " Modernidade Líquida do Século XXl". Em virtude disso, há essa falta de empatia e carência de adesão popular a causa, corroborando ativamente para a estática do impasse.
Destarte, torna-se ostensivo a existência de entraves que visem a consolidação de um mundo sadio. É imprescindível, que o Ministério da Educação disponibilize nas escolas e universidades palestras mediadas por farmacêuticos e patologistas, visando esclarecer sobre a forma correta da automedicação e como o seu excesso é prejudicial. A Anvisa cabe o maior controle na listagem de medicamentos, reanalisando se os fármacos já disponíveis devem de fato continuar no mercado. Ademais o Governo por meio de órgãos cabíveis deve levar conhecimento a população, mediante as mídias de grande impacto, desprendo o corpo social de certos tabus