Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 09/09/2020
No século xxi, muitos indivíduos praticam a automedicação. o filme ‘‘requiém for a dream’’ traz diversas perspectivas sobre os vícios em potencial, incluindo a dependência em medicamentos, realidade de Sarah, que já sofria com posteriores distúrbios mentais. fora das telas, situação como essas ainda são recorrentes no Brasil, na medida que o combate à automedicação está distante de ser eficaz, sendo um grave problema a ser desconstruído e causando inúmeras complicações. dentre elas, duas podem ser destacadas: o aparecimento/ampliamento de problema mentais e graves problemas de saúde física e biológica, como a dependência química.
Em primeira análise, evidencia-se o surgimento de graves problemas mentais. nesse viés, no filme supracitado, Sarah - fazia ingestão de medicamentos para emagrecer sem recomendação médica- teve que lidar com distúrbios de autoimagem, alucinações e perda de memória. Assim, é possível inferir que, o excesso de medicamentos debilita a saúde mental e bem-estar dos indivíduos. Ocorre que, devido a falta de acompanhamento psicológico para lidar com questões psíquicas já existentes -psicólogos e psiquiatras são indispensáveis para a melhora efetiva desses quadros- aliado a falta de rigor na exigência de receitas médicas nas farmácias, são alicerces na manutenção da cultura da automedicação.
Em segundo plano, são consequências da automedicação diversos problemas de saúde física e biológica. Nesse sentido, o site do g1 afirma que, 11 milhões de brasileiros utilizam remédios controlados - sendo a maior parte deles para regular o sono. dessa forma, o uso diário/frequente desses medicamentos pode ocasionar aumento de peso, fadiga, alterações hormonais e resistência do próprio organismo às substancias, podendo gerar problemas no tratamento de doenças futuras. Desse modo, enquanto o uso exacerbado de medicamentos for a regra, saúde mental e física será exceção.
Personagens como Sarah devem, portanto, representar não mais grande parte da sociedade brasileira. Para isso, é necessário que a Anvisa, por intermédio do ministério da saúde, desconstrua a cultura da automedicação, através de políticas mais rigorosas na compra de remédios que exigem receita médica, além de ampliar a fiscalização nas farmácias, que inúmeras vezes são grandes facilitadoras do consumo desenfreado de medicamentos, para que haja um controle efetivo na obtenção dessas drogas. Logo, com rigor e efetividade, é possível combater esse grande problema de saúde pública e prezar por gerações mais saudáveis.