Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 14/09/2020
A série televisiva “Dr. House” aborda a dependência do protagonista em medicamentos anestésicos que diminuem sua dor muscular. Não obstante, o uso de medicamentos sem prescrição médica são frequentes na sociedade brasileira. Nesse sentindo, cabe uma discussão a respeito da facilidade de comercialização pela internet, bem como a precariedade do sistema público de saúde. Posto isso, medidas resolutivas devem ser tomadas para sanar o impasse.
A princípio, é factual postular que a internet facilita a compra de remédios por conta própria. Com a evolução tecnológica, tornou-se simples se auto diagnosticar por meio do “Doutor Google”, procurando uma solução fácil e rápida em busca do alívio da dor. Tendo em vista que a ANVISA permite a venda de diversos medicamentos sem prescrição médica, parte da população se automedica de maneira inadequada. Consequentemente, essa ação pode trazer efeitos colaterais indesejáveis, tais como intoxicações e interação medicamentosa e, assim, comprometer o condicionante para a qualidade de vida.
Ademais, outra dificuldade enfrentada é a questão da fragilidade do sistema público de saúde. A saber, o Artigo 196 da Constituição Federal estabelece que a saúde é direito de todos e um dever do Estado. No entanto, segundo a OMS, cerca de 1/3 da população tem carência no acesso a medicamentos essenciais, o que leva as pessoas ao ato de se automedicar, contribuindo ao vício e problemas de saúdes futuros. Evidencia-se, assim, uma forte omissão estatal, lamentavelmente, desrespeitadora do direito assertivado na Constituição Cidadã.
Em síntese, fazem-se necessárias resoluções imediatas a esse problema. Dessa forma, cabe ao Governo em parceria com o Ministério da Saúde, atuar no combate desse hábito, por mediante de campanhas realizadas por profissionais da saúde, nas escolas, residências e redes sociais, com a finalidade de explicar que os remédios só devem ser utilizados com prescrição médica, além de alertar os malefícios presentes diante da ação contrária, assim, prezando o bem-estar da população. Portanto, com essa ação, espera-se diminuir as estatísticas de automedicação no Brasil.