Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 17/09/2020
De acordo com o escritor, Charles de Saint-Evremond, a saúde como fortuna, deixa de favorecer os que abusam dela. Em consonância com tal pensamento, os brasileiros do século XXI estão jogando sua preciosa fortuna no lixo por meio da automedicação e assim contradizendo o pensamento do escritor. Nesse sentido, percebe-se um grande problema de saúde pública de contornos específicos, principalmente em virtude da formação familiar. Também, traz como consequências efeitos colaterais, como riscos de envenenamento e morte para o usuário de medicações sem prescrição. A priori, fica evidente que a formação e a interferência familiar são uma das principais causas do uso indevido de drogas farmacêuticas. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, os familiares são os principais influenciadores na utilização de medicamentos sem prescrição. Nesse sentido, é perceptível o grande poder que a familiar exerce sobre o indivíduo e muitas tradições são passadas de geração para geração, como a utilização de remédios caseiros ou industriais com a finalidade de atenuar algum sintomas não diagnosticados. Logo, tal prática familiar banaliza a não procura de uma assistência médica e pode causar sérios riscos a pessoa. Por conseguinte, vale ressaltar que o uso de medicamentos sem o auxílio de um profissional da saúde capacitado é um ato de irresponsabilidade e pode trazer sérios efeitos como intoxicação e até mesmo levar o indivíduo a morte. Em concordância com o Sistema Nacional de Informações Toxico-Farmacológicas, em 2003, os fármacos foram responsáveis por 28% de todas as notificações de intoxicação. Nessa perspectiva, o paciente quando se automedica pode correr o risco de utilizar drogas farmacêuticas de forma imoderada, usar uma substancia que seu corpo naquele momento não está pronto para receber, ou até mesmo combinar medicamentos que não poderiam ser utilizados em conjuntos. Logo, tais consequências poderiam ser evitadas se o auxilio médico fosse procurado. Portanto, para que o problema deixe de fazer parte da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Nessa perspectiva, é fundamental a criação de ações que popularizem o efeito que os antepassados têm sobre a forma de pensar do corpo social atual, pelo Ministério da Educação, em parceria com o Ministério Público. Tais ações devem se dar por meio de vídeos nas redes sociais sobre a responsabilidade e a importância que a família tem na formação de uma opinião coletiva e dos indivíduos enquanto seres singulares, além de relatos de experiência, dados estatísticos, visando a quebra de paradigmas socialmente alimentados. Com essas ações sendo executadas, a nação poderá conservar sua maior fortuna intacta, sua saúde.