Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 20/09/2020
O documentário “Take your pills” exibe estudantes norte-americanos, que relatam o abuso de remédios, para melhorar o desempenho escolar. Infelizmente esse problema vai além de fronteiras e telas. Segundo dados da Associação Brasileiras de Indústrias Farmacêuticas, cerca de 20 mil pessoas morrem anualmente pela ingestão de medicamentos indevidamente no Brasil. Sendo assim, vale ressaltar o obstáculo criado pelo imediatismo e a vida de disfarces, além da facilidade de obtenção desses fármacos.
À priori, em “Sociedade do espetáculo” obra de Guy Debord, ele expõe uma visão sobre o imediatismo e a inacabável performance dos indivíduos, como se vivessem encenando. Esse pensamento se torna coerente quando comparado ao cenário da automedicação, pois uma das razões para dar início a esse problema é a busca pelo crédito, outrossim a vontade de querer realizar algo o mais rápido possível. Ademais, esse problema acomete com maior frequência jovens, principalmente os que lutam por algum sucesso.
À posteriori, é perceptível a venda de remédios em bancas e mercados, lugares esses que deveria ser inapropriada, porque facilita o alcance de remédios os quais acabam despertando o hábito. Embora a lei 5.991 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária proíba a compra de medicamentos nesses estabelecimentos, eles insistem em vender fármacos isentos de prescrição médica como analgésico, antiácidos e xaropes. Por conseguinte, prejudicam organismo de terceiros, visto que o efeito da automedicação a longo prazo ainda é um mistério para a medicina.
É urgente, portanto, que o Ministério da Saúde em confluência com a Anvisa recolha os medicamentos irregulares e multe esses estabelecimentos. Entrando com um Projeto de Lei levado à Câmara, com o objetivo de reduzir a produção desses remédios e só vender a partir da prescrição médica. Espera-se assim frear a cultura da automedicação.