Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 24/09/2020

“Tomou doril, a dor sumiu” é o slogan do anúncio do doril, remédio para dores de cabeça que pode ser comprado sem prescrição médica. Assim como ele, existem muitos outros medicamentos que são utilizados na automedicação sem indicação dos médicos, e essa é uma questão está em debate no século XXI. Nesse contexto, uma parte da população acredita que isso é bom, pois melhora o sistema de saúde, visto que perder tempo atendendo pessoas com casos simples como dores de cabeça tensionais ou cólicas menstruais, acaba sendo evitado. No entanto, a outra parte acredita que se automedicar é perigoso, visto que o uso dos remédios pode gerar efeitos colaterais ou alérgicos inesperados, que sem o acompanhamento de um médico podem levar à morte.

Primeiramente, uma pesquisa publicada pelo G1, diz que cerca de oito a cada dez brasileiros utilizam medicamento sem prescrição médica. Dessa forma, as pessoas acabam por tratarem por meio da automedicação, sintomas que são conhecidos por elas e comuns em suas vidas, como dores de cabeça tensionais, cólicas menstruais, enjoos durante viagens, entre outros. Tal fato, é tido como algo positivo por parte da população, já que acaba por auxiliar o sistema de saúde no atendimento a pessoas com doenças que realmente precisam de acompanhamento médico. Afinal, se um paciente vai ao hospital por conta de dores musculares depois de ter ido a academia, por exemplo, o médico provavelmente apenas lhe dirá para forçar menos seu corpo durante os treinos e tomar um remédio que ele poderia ter conseguido sem prescrição.

Além disso, de acordo com uma matéria do Jornal Uol, cerca de dezenove mil pessoas morrem anualmente por conta da automedicação. Dessa maneira, boa parte da população acredita que o uso de medicamentos sem prescrição é perigoso. Isso ocorre porque algumas medicações possuem efeitos colaterais que afetam a saúde do paciente, como por exemplo a taquicardia e o aumento da pressão sanguínea. Ademais, tais remédios quando utilizados com outros medicamentos sem acompanhamento médico, geram uma mistura de substâncias que pode causar reações alérgicas graves, e dependendo do corpo da pessoa, podem até mesmo levar à morte, caso a alergia não seja tratada imediatamente.

Diante do exposto, é necessário que o Governo invista na educação do povo sobre saúde e o uso de medicamentos sem prescrição médica, por meio da implementação de palestras anuais sobre saúde nas escolas e de uma área de atendimento para casos simples nos hospitais, separada da área de casos mais sérios, para que as pessoas parem de se automedicarem de forma desenfreada, diminuindo as mortes causadas pela automedicação. Só então, o sistema de saúde do brasil melhorará, assim como a qualidade e expectativa de vida da população.