Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 21/09/2020

João tem 18 anos, é vestibulando de medicina e gosta muito dos animais. Infelizmente, João foi diagnosticado com uma superbactéria, visto que estava tomando antibióticos, de maneira equivocada, que foram recomendados pelos seus pais. A partir disso, há de se tratar, de maneira enfática, sobre a automedicação na sociedade brasileira, seja pelo meio de orientação por pessoas não profissionais na área, seja pelos altos riscos à saúde.

Primeiramente, o ato da automedicação, no Brasil, já é comum. De Acordo com o site www.ictq.com.br, mais da metade da população recebe prescrições de medicamentos dos familiares. Esta prática é de extrema preocupação do sistema de saúde, já que a automedicação pode ocasionar diversas sequelas ao indivíduo, como a intoxicação. Por conseguinte, o envolvimento falho dos familiares, normalmente de forma inocente, pode acarretar diversas consequências, como o ocorrido com João.

O fato de se automedicar afeta diretamente a saúde do usuário, uma vez que 77% dos brasileiros tem o hábito da automedicação, como aponta o Conselho Federal de Farmácia (CFF). Tal fato é muito assustador, visto que o uso inadequado de remédios, principalmente dos antibióticos, pode gerar doenças dificilmente tratáveis e de alto risco à saúde, como as superbactérias. Logo, esta ação irresponsável coloca em risco o bem-estar das pessoas.

Portanto, nota-se que ações precisam ser executadas para resolver esse impasse. Assim, é necessário que o Poder Público, em parceria do Ministério da Saúde, crie normas e ações, que dificultem o acesso a medicamentos que não são prescritos por profissionais da saúde, como também, que desestimule a automedicação e incentive a procura por pessoas capacitadas, como, por exemplo, o médico. Tal ação deve ocorrer, por meio de fiscalização e de propagandas publicitárias, com a finalidade de preservar a saúde de todos os cidadãos brasileiros.