Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 25/09/2020

Segundo o filósofo alemão Schopenhauer, viver requer dores, entretanto, no século vigente, a sociedade busca evitar sofrimentos levando-os a automedicação. Todavia, esse procedimento acarreta em maiores números de problemas relacionados à saúde, pois, camufla doenças e aumenta casos de internações. Logo, a utilização de medicamentos sem prescrição médica deve ser extinta.

Em uma primeira análise, é importante perceber os riscos de se automedicar, visto que, esse acoberta maiores complicações. Prova disso é o fisiculturista australiano Andreas Munzer, o qual ingeria altas doses de analgésicos para suas competições. Contudo, ao cortar os medicamentos, sentiu fortes dores, que, em seguida, foi diagnosticado com câncer, extremamente grande, vindo à morte no mesmo ano. Assim, é evidente que essa prática de auto cura torna-se uma arma contra higidez do indivíduo.

Ademais, deve-se observar a enorme quantidade de baixas hospitalares causadas pela automedicação. De acordo com a Unicamp (Universidade Federal de Campinas), o uso de medicamentos indevidos é a maior causa de intoxicação no país. Acerca dessa premissa, é notável que esse comportamento errôneo corrobora a precária saúde pública do Brasil. Dessa forma, urge ações para o combate desse malefício.

Em virtude dos fatos mencionados, o Ministério da Saúde deve promover uma campanha publicitária, por meio de um projeto que será aprovado pelo Senado. Esse projeto consistirá  em uma apresentação dos perigos enfrentados ao se medicar nos principais meios de comunicação, como as redes sociais, Twitter e Instagram, e a televisão aberta. Além disso, proporcionará em escolas públicas, em um dia especial do ano, debates com profissionais da área. Com o propósito de que a população esteja informada e prevenida de maiores riscos. Por conseguinte, as dores da vida, comentada por Schonpenhauer, não serão fortalecidas e sim abatidas.