Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 29/09/2020

O filme ‘‘batimentos’’ relata o alerta sobre o perigo da automedicação no cotidiano dos brasileiros, portanto, a obra em paralelo com a realidade contemporânea demostra um dos maiores desafios a se combater no Brasil: a automedicação. Imediatamente, é crucial analisar o problema, já que ocorre por falta de programas educativos e culturalismo enraizado.

A propaganda na TV é feita para divulgação de produtos para o consumidor, porém,  muitos comerciais sobre remédios ocultam os efeitos colaterais que podem acarretar em pessoas com organismo fragilizados, consequentemente, muitos cidadãos vem a óbito por intoxicação medicamentosa. Segundo dados da Abifarma a automedicação causa cerca de 20.000 mortes por intoxicação no país. Com tudo, fica nítido a falta de fiscalização da Anvisa sobre os critérios de informações de produtos passados em comerciais. Desse modo, faz-se mister a reformulação desta postura estatal.

Ademais, é importante ressaltar o culturalismo como promotor do problema. Segundo sociólogo Herbert José de Souza, uma país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência, muda sim pela sua cultura. Disserta, o uso inadequado de medicamentos esta enraizado em nossa cultura, os quais se materializam em boa parte da população distribuir remédios em seu circulo social, para dor e desconforto, como resultado, na sociedade há diversos casos de diagnósticos tardios que dificultam o tratamento de pacientes. Tudo isso, retarda a resolução do empecilho já que a cultura contribui para esses quadros deletérios.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, objetivando mitigar o avanço, necessita-se que o Ministério da Saúde junto com a mídia, crie programas de conscientização dos prós e contras do autocuidado com palestras e com um profissional da área nos meios de comunicação, como TV e rádio, com intuito, de mostrar os limites saudáveis do cuidado pessoal e a escola com alunos e familiares, criem debates com professores do campo de biologia para esclarecer os riscos e os benefícios da utilização de medicamentos sem prescrição médica. Desta forma, teremos uma sociedade melhor como propôs Herbert José de Souza.