Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 26/09/2020
A Revolta da Vacina, foi uma rebelião popular que ocorreu em 1904, na República Velha , que teve como uma de suas causas a falta de discernimento por parte da população em acreditar que a vacina distribuída pelo governo os mataria. Outrossim, atualmente ainda persistem incompreensões sobre a veracidade de tratamentos médicos distribuídos , o que gerou uma prática nociva, a automedicação que resultou em um problema de saúde pública.
Ademais, automedicação é o ato de ingerir remédios sem prescrição médica, não colocando em análise que todo medicamento pode apresentar efeitos colaterais, como reação alérgica e intoxicação. Por conseguinte, a Organização Mundial de Saúde ( OMS ) afirma que 10% das internações são pelo ato da automedicação e resultam em 20 mil mortes anualmente no Brasil. Acresce também , que os antibióticos atuam na falência de agentes patológicos e na inibição do desenvolvimento dos mesmos, a constância da ingestão de remédios sem necessidade, causa a resistência bacteriana a esses medicamentos, que resulta em doenças mais difíceis de serem tratadas, fato que pode ser explicado pela teoria da evolução de Darwin, que propõe que conhecimento genéticos adquiridos posteriormente se mantém ao passar do tempo.
Adicionalmente, a facilidade de comercialização , a variedade de produtos unido com a grande variedade de informações médicas disponíveis em sites , como exemplo o ’’ Google ’’ acrescem o distúrbio da automedicação. Um levantamento obtido pela revista Estadão em parceria com o ’’ Google’’ revelou que 26% dos brasileiros recorrem primeiro á plataforma para a obtenção de respostas acerca de problemas de saúde. Não só a obtenção de respostas na internet se torna um problema, como também a irregularidade de farmácias que vendem remédios sem a receita médica ou até mesmo pela própria internet , sendo que é necessário pelas regras estabelecidas pela OMS a presença de um farmacêutico.
Em suma, o crescente uso de remédios sem prescrição médica se torna um problema do Estado que terá de corrigir as consequências desenfreadas da automedicação. É mister, que o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação desenvolvam campanhas de conscientização que sejam divulgadas em escolas, hospitais, postinhos de saúde e também inseridas em meio midiáticos , como a internet. O Ministério da Segurança deve fiscalizar sites de busca para garantir a não divulgação de informações falsas, além de verificar farmácias e criar um canal de denúncia para venda de antibióticos sem receita médica. Para que assim, o bem estar social e a saúde de qualidade seja garantia como estabelece a Carta Magna de 1988.