Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 04/10/2020

Com o advento da Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII, houve uma intensificação no desenvolvimento de novas tecnologias, além do aumento na carga horária de trabalho da população. Assim, as pessoas ficam cada vez mais estressadas e com menos tempo para o lazer o que agrava uma série de doenças para o corpo humano. Por consequência, milhares de cidadãos optam por se automedicarem do que receber ajuda médica. No entanto, isso representa um grande problema, que se relaciona a falta de conhecimento sobre os efeitos do remédio, além da falta de acesso a saúde por grande parte dos brasileiros. Logo, são necessárias medidas para  acabar ou mitigar com isso.

Em primeiro lugar, os indivíduos desconhecem os efeitos graves que podem ocorrer com a automedicação. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS),o uso de medicamentos por conta própria não é totalmente maléfico, já que poupa gastos públicos na área da saúde. Porém,o incentivo dessa cultura pode agravar sérias consequências, pois a utilização intensiva de fármacos sem prescrição médica pode acarretar sérias intoxicações ao corpo humano, além de promover o cultivo da população de super bactérias no organismo, o que torna o tratamento mais complicado. De acordo com o Hospital das Clínicas, em São Paulo, a média mensal de pacientes em estado grave por automedicação é de 600. Desse modo, é viável que haja meios para controlar a situação atual.

Em segundo lugar, é devido a precarização e a falta de acesso aos serviços públicos de saúde que as pessoas optam o uso próprio de remédios. O Sistema Único de Saúde (SUS) nem sempre se mostra capaz de ajudar a população. Por exemplo, a falta de médicos nos serviços de atendimento imediato, além da escassez de medicamentos nas farmácias dos postos de saúde. Ademais, grande parte dos brasileiros, muitas vezes não possui meios para se locomover até as unidades públicas, o que os permite facilmente a tentativa de solucionar o incômodo sem o aconselhamento médico. Dessa forma, é imprescindível criar meios para acabar com isso.

É mister, portanto que o Ministério da Saúde amplie os serviços, promovendo o diagnóstico da população doente, por meio de serviços a domicílio. Devem ser designadas equipes para atender as pessoas com dificuldades em acessar os postos de saúde, em horários agendados, e devem aconselhá-las sobre o uso da medicação. Outrossim, o Ministério da Educação deve promover palestras em escolas públicas e particulares, por intermédio de médicos ou outros profissionais do setor, afim de possibilitar aos jovens a ampliação do conhecimento sobre o automedicamento. Assim, a população brasileira torna-se-á mais entendida do assunto e passará a utilizar os fármacos com mai consciência.