Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 12/10/2020

A automedicação é a prática de ingerir medicamentos sem o aconselhamento ou acompanhamento de um profissional de saúde qualificado para o tratamento de doenças cujos sintomas são “analisados”, sem a avaliação prévia de um profissional apto a isso. No Brasil, há um elevado número de pessoas que  tomam medicamentos sem indicação médica, favorecendo a elevação do quadro de intoxicação, além disso podendo ocasionar o agravamento da doença. Isso ocorre por conta da grande variedade de informações médicas em sites, blogs e redes sociais, e a própria cultura e comodidade assimilada pela sociedade que quando sofre com uma doença não procura auxílio médico, mas busca por remédios para se automedicar.

Em primeiro lugar, o grande número de informações médicas distintas encontradas acessando a internet, favorece um diagnóstico da própria pessoa que muitas das vezes não procura médicos especialistas para tratar sua doença e compra os medicamentos sugeridos pelos sites, ocasionando problemas como a intoxicação pela ingestão incorreta de medicamentos. Os medicamentos são a principal causa de intoxicação no Brasil, segundo dados do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), da Fundação Oswaldo Cruz, ficando à frente de produtos de limpeza, agrotóxicos e alimentos estragados. Percebe-se diante disso que o hábito de se automedicar pode apresentar riscos a saúde das pessoas.

Em segundo lugar, A cultura da automedicação, somada a geniosidade do marketing, com as suas propagandas que influenciam os consumidores a comprar e usar o medicamento da forma mais simplificada possível, algo que expõem as pessoas ao perigo. De acordo com a Pesquisa “O comportamento da Dor do Paulista” realizado pelo Instituto de Pesquisa Hibou, a pedido da Medecell do Brasil em 2014, o brasileiro da região Sudeste se automedica de forma indiscriminada e sem medo das consequências. Apenas 8% dos entrevistados nunca se automedicaram em um episódio de dor. Desse modo o marketing é uma ferramenta importante para persuadir as pessoas a ingerirem medicamentos sem prescrição médica.

Portanto, infere-se que o grande número de pessoas que se automedicam, estão predispostas ao quadro de intoxicação, já que muitos usam incorretamente os medicamentos. O governo, na figura do Ministério da Saúde por meio de médicos deve fazer palestras para informar os riscos do automedicamento as pessoas. Além disso, As Secretarias de Saúde de cada estado deve intensificar as fiscalizações nas farmácias. Sendo assim, o mundo vivenciará um planeta melhor e mais saudável a todas as pessoas.