Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 06/10/2020
Na obra “A República”, Platão escreve sobre uma caverna onde viviam pessoas que nasceram, cresceram e ali ficaram presas por grossas correntes de costas para entrada em que só viam as sombras do mundo real e as tomavam como verdade. Analogamente ao mito, a população brasileira está presa dentro da caverna da desinformação médica e acorrentada ao vício da automedicação. Desse modo, os brasileiros terão uma vida repleta de problemas. Diante do exposto, não há dúvidas de que os impactos da automedicação na saúde do brasileiro são periculosos, os quais têm como causa a alienação de se automedicar, o que gera graves consequências.
Evidentemente, no Brasil, a desinformação médica é um problema hediondo, pois as pessoas não têm as informações suficientes para se curar, mas querem se tratar mesmo assim, porque pensam que tal antibiótico em qualquer dose e horário terá o efeito se ingerido com auxílio médico. Nesse sentido, o filósofo francês Michel de Montaigne diz: “a saúde é o bem mais precioso do ser humano, por isso, deve ser preservado”, porém o cenário do Brasil hodierno anda ao contrário referente a ideia do autor, por causa das atitudes de seu povo. Desse forma, a população continuará presa às correntes do vício da automedicação.
Em consequência disso, infelizmente, esse comportamento gera graves imbróglios, como os problemas de saúde e a criação de superbactérias. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, nos últimos 5 anos foram registrados 60 mil internações por intoxicação de medicamentos, isso é uma realidade do país, pois como as pessoas não sabem usar medicamento da maneira correta, pode haver ocasiões em que elas utilizam do jeito errado, o que pode levar o indivíduo a óbito e também criar bactérias que são mais resistentes aos remédio, por isso, não morrem facilmente, visto que isso faz precisar de auxílio médico rigoroso.
Portanto, medidas são necessárias para combater a automedicação no Brasil. Cabe ao Ministério da Saúde - órgão responsável por assegurar a saúde da população - conscientizar a sociedade sobre os riscos da automedicação, como exemplo a intoxicação e o aumento de resistência de bactérias, por meio de palestras com profissionais especializados, para que esse problema possa diminuir e que o cidadão verde-amarelo se solte das correntes e saia da caverna da desinformação.