Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 07/10/2020

Durante o Brasil Colônia, para a cura de enfermidades, medicações naturais eram muito utilizadas, sem que houvessem o conhecimento medicinal adequado acerca do seus usos. Analogamente, esse período não diverge da contemporaneidade, tendo em vista que, no século XXI, a automedicação é  comum. Entretanto, essa questão deve ser debatida, dado que as pessoas tomam os remédios para resolverem rapidamente alguma dor ou algum problema, mas isso pode ocasionar em nocivos efeitos colaterais.

A princípio, convém ressaltar a demasia forma pela qual algumas pessoas tomam medicamentos sem prescrições médicas. Nesse ínterim, a cinematografia “Take Your Pills” relata a maneira que os remédios são tomados em qualquer ocasião e sem autorização de profissionais da saúde. Dessa forma, o filme corresponde ao contexto atual, tendo em conta que, de acordo com informações do Conselho Federal de Farmácia, cerca de 77% da população do Brasil se automedica. Essa situação, em questão, acontece seja por uma parcela da população não possuir acesso aos hospitais, por confiarem em “sites” que falam sobre medicações na internet, ou até por seguirem conselhos de parentes e amigos próximos, que tiveram boas experiências com os remédios indicados, para a cura ou resolução de algum problema. Portanto, circunstâncias assim não devem ocorrer, visto que várias medicações podem ser fortes e perigosas para os indivíduos, sendo assim, um médico deve ser consultado para receitar os produtos farmacêuticos.                Outrossim, cabe avaliar como a automedicação pode ser prejudicial. Nesse âmbito, a série televisa “House” retrata a história de uma mulher que ingeriu uma grande quantidade de medicamentos sem a autorização de um profissional especialista, fator que foi extremamente danoso para a sua saúde. Desse modo, a ficção assemelha-se ao real, tendo em consideração que inúmeras pessoas passam por problemas de saúde por tomarem remédios sem o aconselhamento de um médico, pois a maioria deles podem ter perigosos efeitos colaterais e, ao invés de combaterem os agentes causadores das doenças, podem deixá-los mais fortes, como por exemplo as superbactérias, que evoluem para um estado máximo de prejuízos para a saúde, devido à resistência aos antibióticos que são ingeridos de maneira errada. Logo, essa ocorrência é extremamente negativa, uma vez que a saúde é um direito de todas as pessoas.

Destarte, medidas são necessárias para a resolução dos empecilhos. Assim, compete ao Ministério da Saúde promover campanhas, cujo tema, em detalhe, seria “todos juntos para combater a automedicação”. Isso deve ser feito por meio das redes midiáticas do governo federal e das salas de aula, especificamente para os ensinos médios e fundamentais, essa ação possui a finalidade de conscientizar as pessoas sobre a maneira em que os remédios sem prescrições médicas podem ser perigosos para a população.  Com isso, espera-se a diminuição da automedicação.