Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/10/2020

No seriado brasileiro “Sob Pressão” é evidente a ingestão indevida de remédios e o vício ocasionado ao protagonista. Fora da ficção, esse fato não difere da realidade atual, pois é comum a ocorrência dessa prática devido a vários fatores. Dessa forma, faz-se analogia à automedicação e dentre as causas destacam-se a facilidade de obtenção dos medicamentos, a lotação dos sistemas de saúde resultando na demora e perca de tempo o que gera possíveis consequências.

Em primeira análise, é notável que tanto o fácil acesso aos remédios quanto a não agilidade dos sistemas de saúde promovem a permanência desse entrave. Visto que, com a facilidade na obtenção de substâncias sem a consulta médica o indivíduo sempre irá recorrer a esse modo,pois, o seu problema foi resolvido sem perca de tempo na espera de um atendimento. Isso é perceptível na obra da jornalista brasileira, Eliane Brum, Exaustos e correndo e dopados, ao afirmar que o indivíduo,que está sempre correndo para acompanhar sua rotina, se dopa devido a exaustão que lhe é causada.   Outrossim, apesar das indicações nas caixas de medicamentos para a procura de um profissional, isso não ocorre devido a capacidade momentânea de sanar o devido problema. Diante disso, vale destacar as consequências de tal ato: o aparecimento de doenças “assintomáticas” e de bactérias resistentes, as superbactérias. Como citado no seriado, além do vício, o indivíduo pode estar agravando doenças e não preceber devido o uso inadequado de antibióticos, além disso, as bactérias residentes podem estar sendo fortalecidas em decorrência de tal ato.

Faz-se necessário, portanto, medidas que atenuem a automedicação. Logo, com vistas a disseminar informações à população, a Mídia deve fornecer conhecimento acerca do uso inadequado de remédios, por meio de debates de profissionais sobre o assunto nos meios de comunicação, também propagandas de alertas. Além disso, o Ministério da Saúde deve promover a fiscalização de drogarias, farmácias que vendem sem a prescrição médica a fim de reduzir a compra de substâncias nesse locais.