Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 21/12/2020

‘‘No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.’’ Esse poema de Carlos Drummond, associa-se metaforicamente a um problema atual, a automedicação, a qual esse comportamento está enraizado no Brasil e as suas consequências tem funcionado como uma ‘‘pedra’’, ou seja, como um entrave para a população. Devendo, portanto, ser mitigado.

Segundo o psicanalista Carl Jung, as pessoas herdam uma predisposição para reagir ao mundo da mesma forma que seus ancestrais faziam, e essa herença estaria no inconsciente coletivo. Nesse contexto, de acordo com o Conselho Nacional de Saúde, o Brasil é um dos países que mais consome medicamentos no mundo. Com isso, em conformidade a essa teoria de Jung, esse fato  deve-se a cultura indígena herdada pelos brasileiros, a qual esses nativos  utilizavam produtos extraídos da mata para produzir seus próprios remédios e tratar suas doenças. Então, essas práticas foram repassadas e reproduzidas durante séculos, sendo enraizada e originando  o hábito de automedicação no país.

Contudo, esse ato têm apresentado resultados negativos para o corpo social, uma vez que o uso indiscrimidado de medicamentos pode gerar o agravamento de doenças, bem como, anular ou potencializar efeito de outros remédios. Ademais, ao se tratar de antibióticos, a sua utilização de forma errônea, causa resistência a bactérias, piorando o quadro clínico da pessoa e dificultando seu tratamento. Ainda, mais de 28% da população é vítima de intoxicação devido ao uso próprio de fármacos, segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico-farmacológicos. Nessa perspectiva,  em virtude dessas  consequências, é notório que a sociedade não está vivendo conforme o filosófo Platão dizia ‘‘O importante não é apenas viver, mas viver bem’’. Sendo assim, nota-se a necessidade de resolver essa problemática.

Portanto, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Saúde, promover uma conscientização entre a população, uma vez que esses hábitos estão enraizados a anos na sociedade. Logo, isso deverá ser feito por meio de palestras educativas, com profissionais da sáude, nas escolas, desde o primário, explicando sobre os malefícios do uso indiscriminado de rémedios e suas consequências. Com o objetivo de  educa-los desde a infância. Outrossim, o governo também deve realizar campanhas  por meio da mídia, através das redes sociais e propagandas televisivas com o intuito de garantir que as pessoas tenham acesso a informação a respeito dos prejuizos da automedicação. Dessa maneira, será possível  tornar os cidadãos  mais conscientes e responsáveis e combater esse  costume na sociedade.