Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 14/10/2020

Em um episódio da série norte-americana “Greys Anatomy”, uma mulher vai ao hospital pois estava com complicações no abdômen e informa aos médicos que apesar de automedicar-se , com base em pesquisas realizadas na internet, os sintomas não cessaram. Posteriormente, a análise clínica diagnosticou uma ação maléfica da automedicação que acabou por matar grande parte das bactérias boas no organismo da paciente. Infelizmente, a realidade não se difere muito da ficção, na qual brasileiros ingerem remédios de maneira impulsiva e sem prescrição médica, consequenciando a intoxicação e o vicio nessas drogas, efeitos agravados pela internet.

Segundo a Abifarma (Associação Brasileira das indústrias farmacêuticas), cerca de 20 mil pessoas, no Brasil, morrem pela ingestão de fármacos sem a consulta de um especialista. Desse modo, o uso desmedido dessas drogas pode ocasionar em outras doenças, ou até avançar para um quadro vicioso. Outrossim, a intoxicação afeta os sistemas do corpo humano, o que dificulta o diagnóstico patológico. Logo, aumenta-se a quantidade de exames a serem realizados que custarão ao órgão público, em uma quantidade elevada de capital, e a economia nacional sairá prejudicada.

Em segundo lugar, a internet é uma ferramenta de fácil acesso para pesquisas, em que diversos resultados, sobre quaisquer assunto pesquisado, aparecem na tela do computador. Portanto, ela faz-se uma agravante da automedicação, a partir do momento que expõe diversas possibilidades de doenças, aos leigos que pesquisam sobre o assunto. Ademais, o desespero do indivíduo pela solução do problema, leva-o a buscar um caminho mais fácil do que a ida ao hospital. Conforme disse Pitágoras, “ eduquem as crianças e não será preciso castigar os adultos “, ou seja, para que esta problemática resolva-se, é necessário a conscientização dos cidadãos, mediante a educação.

Em suma, faz-se necessário o combate ao consumo de drogas medicinais sem prescrição médica. Dessa forma, o Ministério da Saúde tem o dever de expor à população os males da automedicação, por meio de propagandas publicadas em redes sociais e transmitidas na televisão, devem ter linguagem simples e didática para ensinar os adultos e adolescentes a realizarem pesquisas corretamente e mostrar quais são os casos em que é correta a medicação por conta própria, a fim de conter a dependência e o surgimento de outras enfermidades. Feito isso, o conflito vivenciado na obra fictícia não se sucederá.