Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 05/11/2020

O documentário “Take Your Pills”, relata jovens dos EUA que abusam de medicamentos para aumentar o desempenho escolar. Ao se focar no momento atual, a obra se alinha ao Brasil, onde o fácil acesso a remédios facilita a automedicação e, sobretudo, o uso das tecnologias para pesquisar sobres esses produtos. Ora, uma atmosfera de desleixo e, por tabela, negligenciamento que apadrinha o futuro.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. Na ótica de Clarice Lispector, “O obvio é a verdade que ninguém quer ver”. Sob esse viés, quando imagens de comercialização de medicamentos falsificados e, por extensão, o consumo de tal fármaco, se tornam comuns é indicativo para se exigir uma atuação mais urgente dos gestores públicos, uma vez que uma parte da coletividade ingere esses remédios por ter um menor custo e também por não ter o devido cuidado com essa mazela,assim, aumenta o número de indivíduos que praticam a automedicação podendo causar resistência as bactérias e futuras agruras. Logo, mostra-se um Estado ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel de desleixo da sociedade nessa temática. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou que as reações adversas a medicamentos representam mais de 10% das internações hospitalares. Nessa perspectiva, quando o olhar coletivo dispensa a medicação médica, isto é, prefere confiar em sites ou outras fontes para seus remédios, fatores esses que corroboram para ocorrência das intoxicações e, sobretudo, levando o surgimento de alergias. Nesse sentido, é fulcral que a coletividade reformule sua ação, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que nessa problemática o Governo deve tonificar a inspeção das vendas de fármacos falsificados, por meio da abertura de canais de denúncia ao público e criminalização de tal prática, a fim de intensificar o poder de vigilância e, por tabela, barrar o percusso de todo o caos. Ademais, o olhar coletivo precisa buscar um aprendizado mais elevado acerca dessa esfera, por intermédio de palestras e grupos de debates, coordenados por profissionais da saúde, demonstrando os riscos da automedicação, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que o documentário “Take Your Pills” não seja uma realidade brasileira.