Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 22/10/2020
O filme “batimentos” da Giacometti para o Conselho Federal de Farmácia mostra um frasco de medicamentos sobre uma mesa e várias mãos apanhando-se ao som dos batimentos cardíacos de um aparelho da UTI, assim que o frasco esvazia-se o som permanece contínuo. Infelizmente, a ficção demostra a realidade, embora vários indivíduos se automedica causando a morte. Dessa forma, em razão do uso abusivo de medicamentos e uma lacuna governamental, emerge um problema que precisa ser revertido.
Deve-se destacar, de início, a automedicação não recomendada como um dos complicadores do problema. Isso porque, mediante a ausência de uma orientação profissional, as pessoas abusam da dose. Inicialmente, fazem uso para acabar com uma indisposição e manter-se estável cotidianamente. Esse fato se evidencia, por exemplo, quando se observa alguns jovens estudantes que se automedicam com remédios para memória e concentração para se manterem “ativo” por muito tempo de estudo. Logo, é substancial a alteração física que permanece ao homem.
Além disso, é imperativo pontuar que a automedicação na atualidade, deriva, ainda, da baixa atuação dos servidores governamentais, no que concerne a liberação de fármacos. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao se observar casos de pessoas que buscam a droga, Metformina, que é disponibilizada pelo governo para tratar Diabetes tipo 2, fazendo-se uso inadequado, como estimulante para emagrecimento. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Portanto, ações são necessárias para resolver o impasse. O Governo Federal deve impossibilitar a entrega de fármacos sem prescrição médica, por meio de um projeto de lei a ser entregue á câmara dos deputados. Nela, constaria a obrigatoriedade da necessidade específica para o uso da droga, com o laudo de um profissional. O Ministério da Saúde deve alertar sobre a automedicação, por meio de propagandas e palestras escolares. Espera-se, com essa medida, automedicação consciente.