Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 17/11/2020
As grandes guerras que marcaram a história da humanidade, como a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, ambas no século XX, marcaram também grandes avanços para as ciências da saúde. Como avanços em pesquisas científicas, produção de vacinas e também no aprimoramento dos medicamentos. Dessa forma, tornou-se fácil o acesso a esses tratamentos e cuidados. Atualmente, é ainda mais acessível o autocuidado e também a automedicação. Entretanto, é necessária extrema atenção ao uso de medicamentos por conta própria, tendo em vista, que este pode trazer efeitos indesejáveis e inúmeros riscos para a saúde do indivíduo.
Em primeira análise, é válido destacar que a automedicação de forma responsável não apresenta sérios riscos para a saúde. Já que através dela é possível resolver pequenas dores e desconfortos, como uma leve dor de cabeça, um resfriado e as alergias mais comuns. No entanto, o risco se encontra quando os sintomas não passam e o paciente não procura a ajuda médica, adiando assim, o diagnóstico preciso e o tratamento adequado. Certamente, essa fuga dos serviços médicos se dá principalmente pela demora no agendamento, no atendimento e na superlotação do sistema público de saúde brasileiro, além do hábito enraizado de se utilizar medicamentos que já possuem em casa ou comprados facilmente nas farmácias.
É válido mencionar também, que o uso prolongado de medicamentos sem a prescrição e sem o acompanhamento médico pode esconder inúmeras doenças graves, bem como provocar efeitos colaterais danosos à saúde do indivíduo, como as intoxicações. Segundo a Associação Brasileira de Industria Farmacêutica - ABIFARMA, a automedicação é responsável por cerca de 20 mil mortes por ano no país. Ademais, quando se fala em automedicação também se fala em princípio da responsabilidade, visto que o indivíduo deve arcar com as consequências de tais escolhas, sendo elas benéficas ou não. Assim como, Hans Jonas defende no livro de própria autoria intitulado “O princípio da responsabilidade” de 1979.
Portanto, fica evidente que são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para isso, é preciso que o Ministério da Saúde promova campanhas midiáticas com o uso de figuras importantes da área da saúde, como o médico de grande relevância pública, Dr. Drauzio Varella, a fim de alertar a população acerca dos riscos da automedicação. Diminuindo assim, as consequências prejudiciais que podem vir a acontecer. Além disso, a venda e a distribuição dos medicamentos de risco devem ser efetivamente controladas e fiscalizadas pelos órgãos municipais responsáveis. Assim, é possível conscientizar toda a população e promover o bem comum.