Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 22/10/2020

Desde os primórdios da civilização, tanto europeia, na figura dos médicos na antiguidade, a exemplo de Hipócrates, como americana, por meio do pajé, as pessoas têm orientadores especializados para o tratamento de enfermidades. Todavia, no contexto contemporâneo, os indivíduos, diante da facilidade de obtenção de medicamentos, adquiriram o hábito de comprá-los sem a devida prescrição. Dessa maneira, esse quadro que tem origem na teimosia dos sujeitos e na dificuldade de acesso a consultas com profissionais revela-se como um problema.

A princípio, é necessário compreender a teimosia dos indivíduos. Quadro esse que já fora retratado pelo grego Hipócrates, considerado “pai” da medicina: “toda vez que um indivíduo diz que segue exatamente o que eu peço, está mentindo”. Nesse sentido, é possível perceber a automedicação como uma característica comum ao ser humano. Na prática, isso pode ser observado com a frequente alteração de receitas médicas pelos pacientes com a adição ou a retirada de medicamentos do tratamento conforme o preço e conforme melhora da enfermidade.

Em seguida, é preciso ressaltar a dificuldade de acesso às consultas com profissionais da saúde. Isso ocorre porque, com a superlotação frequente do sistema de saúde pública e os altos preços do acesso privado, as pessoas recorrem ao meio mais acessível para o tratamento de doenças: a automedicação. Fato que é evidenciado com o uso frequente de analgésicos, anti-inflamatórios e antialérgicos sob a autoprescrição.

Portanto, medidas interventivas são essenciais. Dessa forma, cabe à família orientar as crianças para o cuidado com o uso de remédios sem a devida prescrição. Já o governo deve estimular a medicina preventiva para evitar a lotação do sistema de saúde público, mediante planejamento de atendimento de médicos nos bairros, orientando bons hábitos como alimentação e exercícios físicos, a fim de evitar que os indivíduos recorram à prática de automedicação. Assim, esse mal será combatido e o Brasil ver-se-á livre dessa problemática.