Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 30/10/2020

A série estadunidense Dr. House narra à rotina do brilhante médico Gregory House e em suas resoluções de casos médicos raros, entretanto por conta de um lesão em sua perna começa a automedicar-se com remédios que aliviam essa dor. Analogamente, o mesmo ocorre no Brasil, já que segundo dados do Conselho Federal de Farmácia 77% dos brasileiros fazem tal prática, já que esses remédios aumentam o rendimento de seus usuário, e por conta da ineficiência do Sistema de Saúde.

A automedicação aumenta o rendimento diário de seus usuários, logo permitindo -os realizar mais atividade em menor tempo. O documentário Take your pills - pegue suas pílulas, produzido pela Netflix, relata casos de pessoas que consomem pílulas sem prescrição medicas por vários motivos, entre eles aumentar seu rendimento. Os principais usufruidores são os  jovens, que pela alta quantidade de concorrentes em vagas para a Universidade, utilizam-se para concentrar-se mais, o medicamento mais utilizados nesse sentido é o psicoestimulante Ritalina,  que acaba causando à dependência.

Outrassim, outro fator é que o Sistema Único de Saúde não é qualificado para atender toda população, ainda os submete à uma longa espera pelo atendimento médico, assim colaborando para  a prática da medicação sem prescrição médica.  Por conta disso, a população se utiliza de remédios para aliviar a dor momentaneamente, acarretando em um empecilho ao diagnostico de doenças. Por conta de tal hábito 10 milhões de pessoas morreram até 2020 em todo mundo, aponta dados da ONU, assim, comprovando o risco da automedicação.

Portanto, medidas são necessárias para acabar com a automedicação. Para tal feito, o Estado, por meio do Ministério da Saúde - responsável pela administração do Sus, deverá fazer palestras nas escolas e nas midías sociais trazendo a consequência do uso desses remédios, com profissionais da saúde, para alertar sobre o risco e as consequências dessa prática, diminuindo esse consumo de remédios não prescritos. Assim, afastará os cidadãos da realidade vista no documentário Take your pills.