Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 08/11/2020
Segundo a OMS, o sistema de saúde não funcionaria sem a automedicação, mesmo que haja 20 mil mortes anuais pela mesma razão. Logo, se configura a necessidade de um equilíbrio entre os dois, de modo que não prejudique os hospitais e nem a população. Indubitavelmente, esses efeitos se devem à pouca ciência da população sobre quais medicamentos podem prejudicar a saúde ou sob qual quantidade tomá-los, deixando aos cidadãos a internet para conferir tal conhecimento.
A priori, falta à população noção básica de como medicação funciona e seus riscos. Consequentemente, a OMS estima que hospitais gastam de 15% a 20% de seus orçamentos com o tratamento de complicações causadas pela automedicação. De certo, isso ocorre porque o currículo escolar não cobre como lidar com e identificar problemas de saúde comuns. Se a população fosse orientada como se medicar responsavelmente, o número de vítimas da automedicação seria mitigado.
Outrossim, a internet é um grande fator na disseminação de informação errônea sobre remédios. Contudo, um estudo do ICTQ estima que 40% da população usa esse método para automedicação. Uma vez que fóruns dedicados a isso permitem que qualquer usuário poste na página, as orientações à automedicação são sem fundamento científico. Assim, um grande contribuinte ao mal uso de remédios é as plataformas da web. Infere-se, portanto, a elaboração de um site do Ministério da Saúde em que apenas médicos qualificados postem sobre ocorrências comuns, como dores de garganta, e como tratá-las. Assim, a informação na internet tem base fundamentada, ao invés de postada por usuários anônimos. Ademais, o Ministério da Educação deve incorporar no currículo escolar como identificar problemas de saúde básicos e como tratá-los responsavelmente. Pode-se também pôr em prática química e biologia, integrando as matérias às aulas de saúde, a fim de que a população saiba como as substâncias reagem. Desse modo, os cidadãos têm ciência dos riscos de remédios, além de disponibilizar informações com credibilidade na internet.