Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 04/11/2020
Ao longo de toda a história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Infelizmente, dentre eles, destaca-se , devido a sua recorrência na conjuntura hodierna , a automedicação. A partir de uma análise desse obstáculo, percebe-se que ele está vinculado não só à dificultar o diagnóstico do médico, mas também a ter um " efeito rebote", afetando de forma negativa o cotidiano brasileiro, o que exige reflexão urgente.
A priori, deve-se dizer que se torna um dos complicadores do problema a dificuldade do diagnóstico médico. Nesse sentido, ingerir medicamento sem a orientação de um profissional pode " mascarar" uma doença mais grave em estágio inicial. Seguindo essa linha de raciocínio, usar algum medicamento inadequadamente pode causar reações alérgicas a até um cenário grave de intoxicação. Consequentemente, podendo levar a óbito, sendo que estima-se que a automedicação é responsável por cerca de 20 mil mortes por ano no Brasil, segundo dado da Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma).
Outrossim , vale salientar que a situação é corroborada pelo não contentamento da dose tomada, causando um “efeito rebote”. Desse modo, torna-se exemplificativo o pensamento do filósofo grego Paracelso, que diz: " Todo remédio é um veneno , o que difere é a dose". Dessa forma, assim que o efeito cessa, a dor volta com mais intensidade e , para acalmá-la, é necessário aumentar a dose de medicação. Logo, isso ocorre quando a droga é usada com frequência. Exigindo uma fundamental reforma nas atitudes da sociedade civil.
Portanto, medidas tornam-se necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve dificultar o acesso aos remédios por meio de um projeto de lei a ser entregue à câmara dos deputados. Nele deve constar que, para ter acesso ao antibiótico, deve haver uma consulta com o médico selecionado afim de atestar a necessidade do uso e evitar falsificações. Espera-se com essa medida , que a automedicação seja freada no país.