Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 05/11/2020

É indiscutível que a automedicação, prática cada vez mais recorrente, faz parte da vida de muitos brasileiros. Contudo, esse costume pode resultar em diversos problemas, visto que os medicamentos  podem ocasionar diferentes efeitos colaterais no indivíduo. Logo, pode-se analisar as consequências deste hábito.

Primeiramente, é necessário compreender a automedicação como um perigo para a saúde humana. Nesse contexto, é importante destacar que, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio do instituto Datafolha, 77% dos brasileiros se automedicaram no último mês. Desse modo, entende-se que a automedicação é uma prática habitual da população brasileira, que não tem consciência dos problemas deste costume.

Nessa lógica, pode-se analisar os fatores que possibilitam a automedicação. Isto é, as informações falsas acerca dos remédios, a má divulgação a respeito dos medicamentos e a falta de fiscalização nas farmácias. Outrossim, a falta de campanhas informando sobre os perigos deste hábito também contribuem para esta prática. Assim, é imperativo analisar como resolver esta problemática.

É evidente que a automedicação é uma questão de saúde pública. Portanto, o Governo, juntamente com o Ministério da Saúde, deve promover campanhas nas televisões e jornais explicando o risco da automedicação e também palestras nas instituições de ensino, a fim de conscientizar todos a respeito dos perigos desta prática. Além disso, o Governo Federal, também em parceria com o Ministério da Saúde, deve aumentar as fiscalizações acerca das vendas de medicamentos em farmácias. Tudo isso com a finalidade de que a automedicação não seja mais um hábito no Brasil. Somente assim a população brasileira se verá livre desta prática.