Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 06/11/2020

É indiscutível que durante a Segunda Guerra Mundial, houve vários descobrimentos de fármacos por causa do alto número de soldados feridos, com isso, eles se automedicavam para alívio próprio. Contemporaneamente, o uso indiscriminado de medicamentos ainda persiste, não somente pela influência da internet, mas também por ineficiência estatal. Dessa maneira, nota-se que essa problemática precisa ser combatida.

É conveniente destacar que o acesso a internet tornou mais simples o autodiagnostico por meio do famoso “Doutor Google”, por consequência induz a automedicamentação. No seriado Grey’s Anatomy, no decorrer dos episódios, os médicos fazem o atendimento de urgência em uma paciente que consumia medicamentos por conta própria, levando-a a uma grave obstrução intestinal. Fora da ficção, a realidade não é diferente, pois a população têm grande facilidade de comprar as drogas sem prescrição médica.

Além disso, é notório a precária fiscalização estatal nas farmácias, sendo assim, as pessoas compram medicamentos de forma exacerbada, como se estivessem fazendo compras em supermercados. Segundo dados da Associação de Industrias Brasileiras, cerca de 20.000 pessoas se automedicam, por resultado, riscos graves a saúde, podendo levar o individuo a morte.

Portanto, é fulcral que o Ministério da Saúde, utilize as mídias televisivas e as mídias sociais para veicular conteúdos educativos a respeito da prática de se automedicar, mostrando as  suas consequências e perigos dessa ação, visando a motivar a sociedade a repudiar o uso indiscriminado de medicamentos. Outrossim, contratar empresas específicas para fiscalizar farmácias, a fim de diminuir as vendas e compras ilegais de medicamentos sem receita médica. Como resultado, tais ações seriam combatidas e a qualidade de vida e conhecimento da população seria ampliada.