Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 09/11/2020
População instruída e consciente
Anterior às tecnologias e remédios da medicina moderna, as antigas civilizações tinham como hábito medicinal o uso de chás e ervas naturais a fim de acarretar melhoras ou mesmo a cura de dores e doenças. A partir do melhoramento tecnológico e medicinal, tais ferramentas naturais têm sido menos usadas e substituídas por fármacos. No entanto, a automedicação de tais substâncias apresenta dicotomia, uma vez que exibe a possibilidade de tratamento de simples incômodos de maneira mais prática, assim como pode dificultar o diagnóstico médico quando se trata de algo grave.
Em primeiro lugar destaca-se a facilidade e praticidade anexada à opção de automedicação, visto que se tem a possibilidade de ingerir medicamentos por conta própria, ou seja, sem o acompanhamento de um profissional da área da saúde. Contudo, tal prática é benéfica apenas quando relacionada à casos simples como cólicas menstruais e dores musculares, dado que evita o transtorno de ir a postos de saúde e resolve problemas comuns. Nessa perspectiva, tem-se o pensamento do escritor e estadista romano, Cícero, que diz que a saúde é conservada pelo conhecimento e observação do próprio corpo. Dessa maneira, compreende-se o modo como a prática de automedicação deve ser cuidadosa e restrita à dores banais, para que seja uma solução que não desencadeie maiores problemas.
Ademais, a medicação sem a prescrição de um especialista expõe-se como prejudicial quando praticada repetidas vezes e em situações de maiores riscos, já que pode acobertar sintomas de doenças graves, de forma a dificultar e atrasar o correto diagnóstico médico. Além disso, o uso excessivo de remédios sem consultas a especialistas pode estimular o desenvolvimento de novas doenças e patologias. Destarte, segundo ideias do filósofo estadunidense, Ralph Waldo Emerson, a maior riqueza é a saúde, nesse ponto de vista evidencia a importância de atenção ao tema.
Assim sendo, por ser uma questão atual, torna-se necessária a execução de ações a respeito da temática. Portanto, faz-se de extrema importância o investimento do Governo, assim como do Mistério da Saúde, na ampliação do sistema de telemedicina, por meio de plataformas online gratuitas que facilitem o acesso da população e disponibilizem atendimento médico de forma simples e prática, para que se reduzam os índices de automedicação. Além disso, a mídia e as escolas devem orientar sobre os riscos e consequências da medicação sem acompanhamento especializado, a realizar-se mediante palestras e propagandas, a fim de que, assim, tenha-se uma população instruída e consciente.