Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 09/11/2020

O uso de medicamentos está cada vez mais presente na rotina dos brasileiros. Diferentemente das tribos indígenas e de povos ancestrais que utilizavam medicamentos naturais, a sociedade ocidental ingere cápsulas repletas de química e materiais produzidos em laboratório. Como consequência, podem ocorrer alterações em todo o corpo do usuário. Por isso, a automedicação pode ser extremamente prejudicial à saúde.

Ademais, essa prática pode ter três possíveis causas. A primeira gira em torno do SUS (Sistema Único de Saúde) estar sobrecarregado, levando meses para o brasileiro marcar uma consulta médica, além disso, os médicos que trabalham através do sistema privado, cobram altos valores por seus atendimentos. Outra possível causa é a compra fácil e sem receita mantida pelas farmácias populares. Principalmente no cenário atual de pandemia, a busca por remédios que auxiliam na saúde é crescente, e até o presidente Jair Bolsonaro incentiva utilização de medicamentos sem prescrição médica ignorando suas contraindicações. Como é o caso da Cloroquina contra o Coronavírus que não tem sua eficácia comprovada.

Portanto, graves consequências são geradas à saúde do brasileiro. De acordo com o Jornal Hoje, durante cinco anos foram 60.000 casos de intoxicação causadas pelo uso de medicamentos em território nacional. Esse uso dificulta o diagnóstico médico, o que leva ao agravamento do quadro do paciente e induz à tomada de escolhas inadequadas para o tratamento. Também são gerados prejuízos ao paciente visto que muitos remédios têm contraindicações e consequências que podem deteriorar o bem estar da pessoa. Por exemplo, a Cloroquina pode trazer alterações cardiovasculares ao usuário.         Logo, medidas são necessárias para resolver o impasse. Uma iniciativa do Ministério da Saúde junto ao Ministério da Comunicação, deve promover e financiar um filme com a função social de conscientização sobre a automedicação, mostrando casos de intoxicação e prejuízo à saúde do paciente. O filme será exibido nos cinemas do país, além de canais abertos na televisão. Assim, os brasileiros abrirão seus olhos as consequências dessa prática tão comum. Além disso, para resolver a sobrecarga do sistema de saúde e a demora na marcação de consultas médicas, é necessário um investimento do Ministério da Saúde e da Economia em mais hospitais e clínicas gratuitas por todo país.