Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 10/11/2020
Em 1930, Manuel Bandeira escreveu um poema chamado “Pneumotórax”, que mostrava de forma trágica e cômica a morte que se aproximava de um sujeito com tuberculose. Não distante da ficção, atualmente, o perigo das superbactérias volta a ameaçar a saúde publica. Tais fatos podem ser explicados não só pelo abuso da automedicação, como também, pelo uso de antibióticos na produção de proteína animal.
Deve-se pontuar, de início, que a prática de se medicar sem o consentimento médico se mostra recorrente. Diante desse ato, o “Google”, em parceria com o Hospital Albert Eintein, criou cartões que contém informações verídicas sobre as doenças pesquisadas. Dessa forma, o internauta, ao pesquisar, obterá conhecimentos sobre os sintomas e tratamentos, porém, isso não será o suficiente ao ponto de substituir a consulta com um especialista. Sendo assim, surge a necessidade do debate acerca do tema, para que medidas sejam tomadas em seu combate.
Vale ressaltar, também, o uso descontrolado de antibióticos em animais considerados fontes de proteínas. Segundo o jornal “O Globo”, de 2016, o Brasil é o terceiro país do mundo que mais usa medicamentos na pecuária, perde somente para China e Estados Unidos. À vista disso, esses alimentos podem ser infectados com superbactérias, afinal, essa prática auxilia na resistência desses procariontes à algumas medicações. Esse assunto não está presente na sociedade e, infelizmente, faz com que algumas pessoas consumam carnes contaminadas sem entender suas causas.
Diante disso, surge a importância de combater essa problemática. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério das Comunicações, deve organizar campanhas nacionais sobre os prejuízos da automedicação. Isso ocorrerá por meio de propagandas na mídia e distribuição, à comunidade, de cartilhas instrutivas a uma adequada higienização, como também a recusa de medicações sem prescrições médicas, para que possa evitar a transmissão das superbactérias. Somente assim será possível combater a automedicação existente na atualidade.